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quinta-feira, 15 de junho de 2017

Você tem paciência? - Para alcançar objetivos, é preciso perseverança

Você tem paciência?
Para alcançar objetivos, é preciso perseverança


O segundo presidente da Soka Gakkai, Josei Toda, certa vez disse
ao jovem Daisaku Ikeda:
“Se não tiver uma firme perseverança, não se tornará um verdadeiro vencedor. Na sociedade é muito comum jovens promissores que, por carecerem de paciência e tenacidade, desistem de tudo quando se deparam com algum imprevisto um pouco mais sério. Isso me deixa profundamente desapontado. É lastimável. Eu gostaria que os jovens da Gakkai fortalecessem sua perseverança e paciência e não fugissem diante de nada”
(Brasil Seikyo, ed. 2.366, 8 abr. 2017, p. C3)
Avanços tecnológicos, a permanente conectividade, as várias responsabilidades do dia a dia, entre outros fatores, têm colaborado para que vivamos num ritmo tão acelerado que a paciência muitas vezes se faz pouco presente e consequentemente gera efeitos negativos em nossa vida.
Quando objetivamos algo, é natural que a ansiedade nos faça querer conquistar aquilo de forma imediata. O budismo explica que a paciência é uma das maiores virtudes da vida e, alinhando essa virtude à prática da fé e à perseverança, manifestamos a sabedoria necessária para conduzir nossa vida de maneira otimista e inabalável, mesmo diante das dificuldades e influências do ambiente.
o presidente Ikeda cita um dos grandes mestres da literatura russa do século 19, Liev Tolstói, e sua visão sobre a importância da paciência e a perseverança:
“Quando Tolstói tinha a idade de vocês, escreveu em seu diário: ‘Paciência e dedicação, e com certeza atingirei tudo o que desejo’. Não há treino melhor do que a paciência. Perseverança é a chave para a vitória”.

Respira, não pira

Ao passo que desenvolvemos paciência, a tendência é que outras virtudes como tolerância, respeito e a boa convivência com quem pensa e age diferente de nós também se manifeste no nosso dia a dia. O grande desafio é manter essa paciência que é capaz de trazer benefícios preciosos para a saúde mental e física. Veja algumas curiosidades e dicas sobre os benefícios da paciência e como exercitá-la

Ninguém tem paciência comigo...

Reflita
Reserve um tempo ao final do dia para uma reflexão e identifique o que é incômodo. Pense em maneiras de resolver o problema com calma e renove sua decisão de vencer.

Relembre bons momentos

Em situações difíceis, escolha suas lembranças favoritas. Voltar a uma época ou situação que nos fez feliz ajuda a manter a calma.

Sorria!

Esse ato faz com que se sinta melhor consigo e com os outros. Estudos indicam que sorrir ou dar uma boa risada estimula a circulação e produz endorfina, um nêuro-hormônio que traz sensação de bem‑estar, conforto e alegria.

Seja compreensivo e se supere

Busque se adaptar ao que acontece no dia a dia e aproveite o que há de positivo em todos os momentos e situações. Seja resiliente e molde‑se. Superar-se é, na verdade, vencer as limitações que impomos a nós mesmos.
Enxergar tudo como oportunidade de aprendizado torna a pessoa mais compreensiva e permite que extraia algo positivo de qualquer situação.

Controle a ansiedade

É fundamental viver o presente visualizando o futuro, e não o contrário. Ao visualizar as circunstâncias ao redor, mesmo que não sejam positivas, pode-se manifestar angústias, medos e frustrações de não ser o que se espera. O futuro chegará, independentemente da forma que nos deslocamos para o amanhã.
Por isso, o ideal é tentar fazer o percurso da melhor forma possível com objetivos claros e tranquilidade.

Recite daimoku

A recitação do Nam‑myoho-renge‑kyo é a fonte de energia que permite às pessoas aproveitar da maneira mais positiva a vida para que conduza uma existência plena de vitória e torna capaz de empregar o potencial do estado de buda como impulso de todas as atividades cotidianas.

Ouça

Não transforme diálogos em discussões. Ouvir com o coração, como diz um ditado, é estar disposto a interagir com quem dialogamos a ponto de absorver o que outro quer dizer. Não é necessário concordarem em tudo. Mas, antes de emitir uma opinião ou partir para o falatório, é primordial deglutir, saborear e respeitar as palavras do outro. Sem isso não há diálogo.

Não procrastine

Foi constatado por um estudo do Centro de Pesquisas de Política Econômica de Londres que pessoas impacientes tendem a se tornar procrastinadoras crônicas. Essa tendência pode surgir pela falta de paciência para realizar tarefas mais demoradas, por exemplo. Fica a dica: “Não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje”. A paciência leva ao aumento da produtividade.

Você sabia?

Uma pesquisa da Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV) indica que a raiva libera cortisol, que, em níveis elevados, pode ser tóxico para o organismo. Impaciência ou intolerância podem prejudicar o término de um trabalho, o alcance de uma meta ou a finalização de um projeto com êxito.

A amizade é o meio de concretizar a Paz

A amizade é o meio de concretizar a Paz


O presidente Ikeda é nosso maior exemplo de coragem. Em meio às adversidades e até com problemas de saúde, sempre perseverou pensando nas outras pessoas com a convicção de que estreitar os laços de amizade pelo diálogo é o meio de se concretizar a paz


budismo nitiren
Ocasião em que o Presidente Ikeda recebeu
o Título de Doutor Honorário na Universidade de Moscou

O sincero desejo de prezar cada pessoa

Em plena Guerra Fria, Ikeda sensei visitou a antiga União Soviética sem ser desencorajado em momento algum. Com o desejo de encontrar cada pessoa e expandir as redes do humanismo Soka, avançou dizendo: “Eu estou indo porque existem pessoas lá” . Na Proposta de Paz 2017, nosso mestre fala: “Os laços de amizade proporcionam um alicerce para resistir às correntes de ódio e incitação em momentos de agravamento das tensões entre países ou de conflitos entre tradições religiosas”.1
O diálogo é o meio de estreitar os laços de amizade e criar o respeito entre as pessoas. Pensar não somente em nossos amigos, mas também nas pessoas que não conhecemos e compreender que cada uma tem a sua realidade, preocupando-nos com a felicidade dela — é isso que nosso mestre espera de nós. Pode acontecer de encontrarmos alguém triste na escola que está passando por dificuldades mas não nos preocupamos por não conhecer essa pessoa. Como sucessores Ikeda, devemos prezar e respeitar cada uma, buscando extrair o melhor delas por meio do diálogo, sem julgar pela aparência, posição social, etnia, cultura e ter outros tipos de preconceito, que encontramos em nossa sociedade.
Nosso movimento pelo kosen-rufu tem como objetivo prezar cada indivíduo e criar uma humanidade de paz, mais justa e que valoriza a vida de cada pessoa.

budismo nitiren

Ter e ser um bom amigo

Na nossa organização valorizamos os laços de companheirismo, por essa razão é importante estarmos sempre rodeados de “bons amigos”, ou seja, pessoas que ajudam outras a manifestarem o estado de buda, ensinando‑lhes sobre a prática ou encorajando-as.
Porém, na nossa realidade nem sempre estamos rodeados apenas desses bons amigos, existem também os “maus amigos”, aqueles que nos levam a um caminho negativo, intencionalmente ou não, fazendo com que desviemos da prática. Esse mau amigo também pode ser alguém que concorda conosco mesmo quando estamos errados e não nos alerta.

Nosso mestre como exemplo

O presidente Ikeda sempre cultivou bons amigos com seus diálogos. Sem se importar com a distância ou críticas, isso proporcionou um avanço muito importante para o kosen‑rufu. Seguindo os passos do Mestre, vamos nos aprimorar para que possamos ser verdadeiros companheiros, incentivando todos ao nosso redor, transcendendo as questões corriqueiras e superando as diferenças.
“De qualquer forma, é importante compreender que a amizade depende da gente e não dos outros. Tudo depende de nossa atitude e contribuição. Espero que não sejam amigos somente nas boas ocasiões, do tipo que só ajudam os outros quando a situação está boa, abandonando-os quando surge algum problema; tornem-se, por favor, o tipo de pessoa leal aos amigos, com uma lealdade imutável em todas as ocasiões”2
Dr. Daisaku Ikeda

Gratidão e ação

Gratidão e ação
Engenheira Agrônoma


- Aline Erika Hori
- 30 anos
- Engenheira agrônoma
- Formada em engenharia agronômica pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Também possui formação técnica em Silvicultura
- É responsável pela DFJ do Distrito Itapeva, SP , Coordenadoria Leste Paulista
Aline estava decidida a cursar uma faculdade e, no momento decisivo, optou por engenharia agronômica. Hoje compreende que seu daimoku foi crucial para aquela escolha. Sua alegria é contribuir para o local onde vive
Você sempre pensou em ser engenheira agrônoma? Como optou por esse curso?
Crescer no meio rural observando o trabalho da minha família na agricultura influenciou minha decisão. Na época de DE‑Herdeiro, eu estava bem indecisa sobre a profissão que queria seguir. No ano do vestibular, minha família e eu passamos por um grande desafio e fizemos muito daimoku. Estava decidida a fazer certo curso, mas após ouvir as palavras de um professor tomei a decisão praticamente no último momento. Hoje compreendo que todo aquele daimoku e luta me direcionaram para essa escolha, que na verdade seria a minha missão como profissional.
O que faz um silvicultor?
Como se aplica no seu trabalho?
Neste curso, aprende-se basicamente o cultivo de florestas tanto nativas (espécies naturais do Brasil) como comerciais (eucalipto, pinus etc.), e é muito focado no meio ambiente, aliás, essa foi a parte de que mais gostei e que complementou muito minha formação. Após terminar a graduação, quis ampliar meus conhecimentos e decidi cursar algumas disciplinas de tecnologia em silvicultura. A vantagem de um curso tecnológico é que o conhecimento adquirido é bem mais prático que teórico.
Você trabalha no programa estadual Município Verde e Azul, o qual visa a melhoria local. Que impacto você acredita que esse programa pode causar em todo o estado?
Esse programa existe apenas em São Paulo e é a oportunidade para que todos os municípios do estado repensem e apliquem a gestão ambiental em todos os setores. Isso gera a melhoria na qualidade de vida da população. É preciso comprovar as ações que estão sendo realizadas pela prefeitura nas áreas de educação ambiental, qualidade do ar e da água, esgoto, resíduos sólidos, arborização urbana, biodiversidade, solos, proteção de nascentes. Para o sucesso desse programa existem duas pessoas responsáveis e eu sou uma delas. Minha função principal é estreitar a relação entre as diversas secretarias. É o princípio de criar a união harmoniosa de itai doshin: diferentes setores (saúde, educação, obras, planejamento, compras) com um único objetivo (a melhoria da qualidade de vida da população e seu meio ambiente). É um trabalho que exige muito diálogo, empatia, criatividade e esforço.
Como engenheira agrônoma, você realiza projetos visando a melhoria dos agricultores e a sustentabilidade no trabalho deles. Como é para você se dedicar num projeto que visa empoderar o agricultor local?
Apesar de o curso de agronomia ser mais focado em produção de larga escala com alto investimento, existem várias áreas de atuação; e trabalhar com agricultura familiar e produção sustentável sempre me interessou por saber dos desafios que minha própria família enfrentou nesse ramo. É uma alegria saber que por meio do diálogo e do respeito podemos ganhar a confiança dos produtores e contribuir para uma produção saudável em todos os sentidos.
Não tenho como desvincular meu trabalho de tudo o que aprendi na organização e na luta pelo kosen-rufu. Meu único sentimento é gratidão por possuir um mestre e uma família Soka maravilhosa; tenho muita boa sorte de ter feito essas escolhas e de poder de alguma forma contribuir para o local em que nasci.
Gostaria de deixar algum recado para os Estudantes que se interessam pela área?
“Sejamos os primeiros a criar uma nova esperança” – é uma frase que li na RDez e tocou profundamente minha vida, e cada vez mais comprovo quanto seu significado é importante para esta época em que vivemos. É um pedido do Mestre.
Aproveitem todo o treinamento que existe na Soka Gakkai, pois ele nos desenvolve para que possamos vencer qualquer desafio na sociedade. Sejam sempre humanistas e busquem o diálogo para ter sucesso em tudo. Se você gosta da área de meio ambiente, lembre-se de que ele existe na sua casa, no seu bairro, na sua cidade.
Fazer parte de um grupo da organização é essencial. Sou do grupo Flora da BSGI e lá aprendemos sobre como contribuir para o meio ambiente nos baseando nos ideais do presidente Ikeda. Nossa atuação principal é no Centro Cultural Campestre, mas agora vamos expandir ainda mais o campo de atuação do grupo nas localidades e na sociedade.

Produção sustentável

O termo se refere ao uso de alternativas que minimizam impactos ambientais e sociais ao longo de um ciclo de produção de bens ou serviços. Pode-se dizer que a produção sustentável tenta fazer “mais com menos”, melhorando a qualidade de vida, reduzindo a degradação ambiental, o desperdício e a poluição. Na agricultura, considera-se quando se reduz o uso de agrotóxicos e substitui por fontes mais naturais e alternativas quando se respeita as leis ambientais, por exemplo; ou seja, garante a produção sem comprometer a saúde e o meio ambiente.

Agricultura familiar

A gestão da propriedade é compartilhada pela família e a atividade produtiva agropecuária é a principal fonte geradora de renda. A produção é em escala menor. Além disso, o agricultor familiar tem uma relação particular com a terra, seu local de trabalho e moradia. A diversidade produtiva também é uma característica marcante desse setor.
 clique para ver a imagem no tamanho real.
Aline em frente à propriedade da família: "Meu único sentimento é gratidão por possuir um mestre e uma família Soka maravilhosa"


Aline e os agricultores familiares do projeto do qual faz parte

Moscou, capital da Rússia

Moscou, capital da Rússia

Texto extraído e adaptado da série de incentivos do presidente da SGI, Dr. Daisaku Ikeda, direcionado à DE-Herdeiro e à DE‑Esperança, publicado no jornal Mirai em agosto de 2014

Presidente da SGI, Dr. Daisaku Ikeda, se encontra com Natalya Sats
no Teatro Musical Natalya Sats em Moscou (1981)

As colinas Sparrow da Universidade de Moscou comandam uma vista estonteante da grandiosa cidade, capital da Rússia.
Esse panorama da cidade de Moscou é descrito em Guerra e Paz, obra-prima do renomado autor russo Liev Tolstói (1828–1910):
“Tudo é reluzente no ar puro e límpido, e então os olhos são hipnotizados enquanto o peito é envolto e revigorado com a fragrância do ar
de outono”.1
Conforme as palavras de Tolstói, o outono é a estação onde somos revigorados com a profunda “fragrância do ar”. Desejo sinceramente que vocês todos façam deste outono um período de autodesenvolvimento com o coraçõ e a mente abertos.
Tenho muitos amigos maravilhosos que cresceram em Moscou, dentre eles está o cosmonauta russo Aleksandr Serebrov
(1944–2013). Durante a sua infância, era fraco e vivia doente, então decidiu praticar esportes para se fortalecer física e mentalmente, e além disso estudou muito. Ele progrediu com seus desafios diários e participou de competições internacionais de matemática e física.
Serebrov acreditava que as qualidades que possuímos são como argila, e que o esforço, pouco a pouco, nos "molda ou ajuda a desenvolver essas qualidades.2
Desejo que vocês façam deste outono do esforço e da realização um período em que cada um se esforce ao máximo em seus respectivos desafios e tenha um tempo para trabalhar o próprio desenvolvimento.
Visitei Moscou pela primeira vez há quarenta anos, em setembro de 1974, quando a Rússia ainda era integrante da União Soviética.
Após a Segunda Guerra Mundial, o mundo foi dividido entre países do Bloco Ocidental, liderado pelos Estados Unidos com o sistema econômico chamado capitalista,e os países aliados da União Soviética, com o sistema econômico denominado socialista ou comunista. Esses dois lados se opunham ferozmente, e assim dois poderes econômicos e seus respectivos países deram início à Guerra Fria. Outro termo conhecido sobre esse assunto é “Cortina de Ferro”, a qual simbolizava a barreira existente entre os blocos.
No Japão, que era membro do Bloco Ocidental, a União Soviética era vista como uma inimiga. Poucas informações confiáveis sobre ela estavam disponíveis e a maioria da população japonesa a conhecia como um lugar cruel e aterrorizante.
Senti que essa situação era lamentável para ambos os países. Não era a União Soviética em si que era aterrorizante, mas a falta de conhecimento do povo japonês. Por essa razão, decidi visitar o país, conhecer com meus próprios olhos as pessoas que lá viviam e compartilhar com as outras o que vi.
Antes da minha viagem para a União Soviética, alguns me criticavam e perguntavam por que um líder de uma organização budista como eu deveria visitar um país que era rejeitado, até mesmo banido com uma religião. Além do mais, no mesmo período, existia uma tensão muito grande entre a China e a União Soviética. Mas não permiti me dissuadir e respondi sem hesitar: “Eu estou indo porque existem pessoas lá”.
Eu estava indo até a Rússia para encontrar meus companheiros, outros seres humanos que também desejavam a paz.
Durante essa viagem encontrei dois jovens recém-casados. Mais tarde, nas colinas Sparrow, notei vários outros casais assim como o que vi outrora, e aprendi que na Rússia existe uma tradição em que os recém‑casados devem visitar pontos turísticos famosos antes da cerimônia de casamento. Assim que os avistamos, algumas pessoas que me acompanhavam desde a Universidade Estatal de Moscou os chamaram de “Gorko! Gorko! Gorko!”. É a tradição de falar gorko, que significa "amargo". No primeiro brinde do casamento, os noivos devem se beijar para que façam o brinde se tornar doce.
Uma vez aprendida essa tradição calorosa e cheia de afeto, minha esposa e eu aplaudimos os recém-casados. Mais que tudo, quero direcionar esses momentos acolhedores e singelos para as pessoas no Japão.
Nosso elo humanístico é a base de tudo, com paz, cultura e educação para todas as pessoas; gostaria que vocês, meus jovens sucessores, carregassem o bastão do humanismo — esse é meu maior desejo.
A Rússia é o maior país do mundo, expandindo‑se pelo continente europeu. É 45 vezes maior que o Japão e cobre cerca de um oitavo de toda a área de terra do planeta.
Produziu arte e cultura magníficas que posteriormente se tornaram tesouros da humanidade. Durante o século 19 em particular, muitos compositores e escritores surgiram, como Tchaikovski, Pushkin, Tolstói e Dostoiévski. Desde a minha juventude gosto das obras brilhantes desses artistas, fui hipnotizado e fiquei tocado pelo amor incondicional e a confiança nas pessoas, a celebração da vida e da espiritualidade profundamente expressas nas obras-primas russas na literatura e na arte.
Visitei por seis vezes a União Soviética e a Rússia. Em muitas ocasiões, senti o acolhimento, o grandioso coração e a paciência do povo russo nutrido por sua
terra acolhedora.
O século 20 foi um tempo difícil para a Rússia. O povo passou pela Revolução Russa, duas guerras mundiais, assim como as expulsões feitas pela ditadura soviética, na qual muitas pessoas que se opunham ao governo foram mortas. E mesmo assim os russos não perderam a esperança no amanhã, avançando firmemente sempre à frente.
Quando Tolstói tinha a idade de vocês, escreveu em seu diário: “Paciência e dedicação, e com certeza atingirei tudo o
que desejo”.3
Não há treino melhor do que a paciência. Perseverança é a chave para a vitória.
Não importando quão difícil as coisas estejam agora, tenha certeza de que o inverno sempre se torna primavera, e essa fase difícil não permanecerá para sempre. Sabendo disso, não se deixe derrotar por nada. Aqueles que continuam lutando são vitoriosos no final.
Nichiren Daishonin escreveu: “O Buda é conhecido também como "Aquele que Suporta” (WND, v.I, p. 41).
Vocês são os futuros líderes que irão solidificar o caminho rumo ao mundo mais humanístico que todos percorrerão, porque cada um de vocês, meus amigos da Divisão dos Estudantes Esperança e Herdeiro, possui uma incrível e preciosa missão. Vocês estão prestes a encarar muitos desafios e atribulações.
Por isso, eu gostaria que vocês se lembrassem da importância da paciência e da perseverança.
Há quarenta e dois anos, não havia nenhum membro da SGI na Rússia. Hoje, os bodisatvas da terra estão emergindo alegremente em Moscou e em outras cidades, fazendo contribuições positivas para a sociedade. A Universidade Estatal de Moscou e a Universidade Soka do Japão possuem alunos que podem realizar um intercâmbio entre elas todo ano.
Minha esposa e eu tivemos uma amizade muito próxima com Natalya Sats (1903–1993), fundadora e diretora do primeiro teatro de ópera para crianças. Em nosso primeiro encontro, em maio de 1981, ela nos recebeu com um sorriso no Teatro Musical Infantil de Moscou — atual Teatro Musical Natalya Sats — não muito distante das colinas Sparrow.
Revelando suas emoções com gestos expressivos, ela tinha a espontaneidade de um genuíno espírito livre. Com ela entre minha esposa e eu, seguimos juntos de mãos dadas, enquanto ela nos guiava pelo maravilhoso teatro e nos apresentava para seus jovens alunos, dos quais estava muito orgulhosa.
A Sra. Sats perdeu o pai quando estava com 9 anos. Mais tarde, seu marido foi exilado pela ditadura e ela foi forçada a viver na prisão como "a esposa de um inimigo do povo”. Com tal experiência, seu cabelo castanho ficou cinza, rapidamente, de uma só vez.
A mãe dela, que era seu maior apoio espiritual, morreu devido a lesões sofridas em um ataque aéreo, mas não antes de levar o traje de teatro da filha do local do bombardeio para a casa de um amigo.
Depois que a Sra. Sats foi libertada da prisão, ela visitou a residência do amigo onde sua mãe tinha morrido. Deitou-se naquela noite para dormir no sofá onde sua mãe tinha estado pela última vez. Ela teve um sonho em que a mãe lhe dissera, chamando-a pelo apelido: “Cante, Natasha, o que quer que aconteça, continue cantando. A vida deve ser apreciada”.4 A Sra. Sats foi capaz de se recuperar do seu desespero. Recusou-se a ser derrotada pela mais dura adversidade ou tragédias que lhe ocorreram. E continuou avançando, dedicando a vida à produção de performances artísticas para crianças.
Ela disse: “Nada foi fácil para mim. Sempre enfrentei desafios e gosto de superá-los”.5
A Sra. Sats possuía um trunfo na manga que a ajudava a superar as adversidades. Quando se sentia muito triste e sem esperança, ela se imaginava em uma nova versão no palco. Assim, como se ela fosse a própria diretora da sua vida, piscava para ela mesma no palco e dizia: “Você parece ter se metido numa situação complicada. OK, Natasha, estou esperando ansiosamente para saber como irá escapar desta!”.6
A vida e a juventude são cheias de emoções. Possuem acontecimentos felizes e inesperados. Também possuem alguns momentos de sufoco e outros, de reviravolta, de alívio e de descanso. Essa variedade os torna tão interessantes.
Os momentos em que as coisas parecem difíceis ou dolorosas são a sua chance de se desenvolver de forma fascinante na fase da juventude, de maneira triunfal, com a resolução de que tudo começa agora e que chegou o momento de se desafiar.
Louvando os esforços valiosos de seus discípulos que se recusaram a ser derrotados pelas adversidades, Daishonin enaltece: “Existirá alguma história tão maravilhosa quanto a sua?” (WND, v. I, p. 499).
Seus esforços enquanto jovens que abraçam o supremo ensinamento da Lei Mística se tornarão histórias que todas as pessoas do mundo irão dizer com admiração: “Observem como eles viveram e não se permitiram ser derrotados por nada!”.
Presidente Ikeda e Mikhail Gorbachev estreitaram profundos laços de amizade por meio do diálogo

Em 27 de julho de 1990, conheci o presidente Mikhail Gorbachev, cujo papel foi crucial em acabar com a Guerra Fria.
Uma possível visita ao Japão realizada por um líder soviético era vista com extrema cautela naquela época. A primeira coisa que disse em nosso encontro no Kremlin, em Moscou, foi: “Eu tive de vir e dialogar com você. Vamos
fazer com que faíscas voem e conversar
aberta e honestamente sobre tudo, para o bem da humanidade e para o bem da relação
Japão-União Soviética!”.
O presidente Gorbachev sorriu imediatamente e durante nosso diálogo significativo ele expressou seu sincero desejo de conhecer o Japão no ano seguinte, quando as cerejeiras estivessem floridas. Suas palavras viraram notícia de primeira página no mundo todo.
Conforme prometido, em abril de 1991, Gorbachev visitou o Japão, tornando-se o primeiro líder soviético a dar esse primeiro passo, sinalizando a nova era de uma primavera histórica de amizade para ambos os países.
Lembro-me de um momento encantador quando o encontrei em outra ocasião — novembro de 1997 — na Escola Soka de Ensino Fundamental e Médio de Kansai, junto com sua esposa, Raíssa. Os estudantes da Escola Soka de Kansai guardam as palavras da Sra. Gorbachev, que lutou ao lado do marido durante um árduo caminho: “Nós sofremos vários golpes diferentes durante nossa vida, e alguns deles não se curaram. Não podemos realizar todos os nossos sonhos. Porém, sempre existe algo que podemos alcançar. Nós sempre teremos um sonho a se realizar. Aqueles que conseguem se levantar e continuar toda vez que tropeçarem sempre serão vitoriosos no final”.7
Você sempre poderá alcançar a vitória em sua vida diária se, não importando o que acontecer durante o caminho, deixar como legado algo que lhe dê orgulho. Verdadeiros vitoriosos são aqueles que nunca desistem, que continuam pensando positivo e de forma alegre, que acreditam sinceramente em sua missão, e lutam incansavelmente até o final. Sua vida incrível, meus caros amigos, inspirará e encorajará incontáveis pessoas ao redor do mundo. O descortinar das suas histórias está acontecendo.
Seus pais, sua família, a família Soka, eu e todos os jovens do futuro do mundo inteiro estarão observando e aplaudindo sua revolução diária, meus amigos, atores brilhantes do palco da vida!

Construindo o Futuro – presidente Ikeda e a Divisão dos Estudantes

Construindo o Futuro – presidente Ikeda e a Divisão dos Estudantes


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Um sonho concretizado

Em 9 de novembro de 1975, foi realizado um evento alusivo aos 30 anos desde o bombardeio em Hiroshima no Ginásio de Esportes da prefeitura local. O presidente Ikeda era o palestrante convidado e discursou para as 10 mil pessoas presentes durante 1 hora e 20 minutos.
Logo após, ele dialogou com representantes e autoridades que também estavam no evento e se dirigiu ao Centro Cultural de Hiroshima para participar da formação da segunda turma do Grupo da Divisão dos Estudantes de Hiroshima. Tomado pelo ânimo dos integrantes da DE, o presidente Ikeda incentivou os presentes com o mesmo vigor, registrando um precioso momento da história do kosen-rufu da organização local. Todos imaginavam que assim se encerraria aquela atividade.
No entanto, de forma inesperada e sem serem anunciados, 63 integrantes masculino e feminino, do Coral Wakatake da DE-Futuro de Hiroshima entraram na sala. Todos estavam de camisa branca com um lenço verde no pescoço.
O fundo de cena é que os componentes do coral cultivavam o sonho de um dia poder se apresentar para o presidente Ikeda; por isso ensaiavam, dedicavam-se aos estudos e se esforçavam para recitar daimoku a fim de concretizarem este sonho.
Ansiosos pelo momento tão aguardado, eles se reuniram no Centro Cultural logo cedo, mas, devido à superlotação da sala, a apresentação a princípio foi cancelada e todos foram orientados a ir embora para casa. Ao saber que os Estudantes ainda estavam por perto, o presidente Ikeda solicitou que os chamassem, pois queria encontrá-los. Todos correram de volta para o loc al da atividade.
Os Estudantes, com o coração transbordando de alegria, se posicionaram em frente ao Mestre. Um dos meninos, em nome do grupo, disse: “Ikeda sensei, gostaríamos de entoar a nossa canção Somos Filhos do Rei leão”.
O presidente Ikeda então respondeu: “Muito obrigado, apreciarei com todo o carinho”.
O sonho de se apresentar ao Mestre havia se tornado realidade, fazendo o coral cantar com todo o ânimo e vigor.
“Como vocês cantam bem! Será que conseguem cantar mais uma?” — disse o presidente Ikeda.
As canções Haru ga kita (A Primavera Chegou), Makka na Aki (Outono Avermelhado), Momiji (As Cores de Outono) foram entoadas em sequência, registrando assim um grande momento entre Ikeda sensei e os Estudantes.
Ao tirarem a foto comemorativa no fim do evento, o Mestre afirmou a eles: “Gostaria que colocassem esta foto que tiramos agora exposta nesta sala [do Centro Cultural] até o dia em que se formarem da universidade”. Esse gesto de carinho de grande expectativa pelo futuro daqueles jovens tocou profundamente o coração de todos os presentes.
Muitos desses Estudantes que participaram daquele momento histórico são atualmente líderes da Soka Gakkai que estão atuando em diversas frentes da luta do kosen-rufu. Este fato é um dos maiores orgulhos para os companheiros de Hiroshima.
O presidente Ikeda diz: “Para mim, todo instante é uma batalha decisiva”. Por isso, mesmo que seja um rápido encontro, o momento com os membros é precioso para ele e para a história do kosen-rufu.

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Estudantes do Coral Fuji de Tóquio

Corais da Divisão dos Estudantes

Desde os anos 1960, quando Ikeda sensei assumiu como terceiro presidente da Soka Gakkai e visitava as localidades de norte a sul do Japão para se encontrar com os membros, Estudantes ensaiavam canções para recepcioná-lo. Nesses encontros, o presidente Ikeda apreciava as apresentações e, como um incentivo e compromisso de que observaria o seu desenvolvimento ao longo dos anos, dava denominações a eles, formando assim um coral oficial da DE daquela localidade.
Coral Fuji (DE-Futuro), Coral Fuji Kibou (DE‑Esperança) e Coral Justiça (DE-Herdeiros) são grupos de coro da DE de Tóquio criados pelo presidente Ikeda há mais de 50 anos.

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Coral Kibou de Tóquio

O meio ambiente e eu



soka gakkai
Instituto Soka – CEPEAM Localizado na cidade de Manaus, AM, o instituto foi idealizado e fundado pelo presidente da SGI, Dr. Daisaku Ikeda, que acredita na convivência harmoniosa entre o ser humano e o meio ambiente, iniciando pela sua preservação. A reserva mantida pelo instituto é fonte de pesquisa científica para várias instituições e estudantes, oferecendo oportunidade para pesquisa de biodiversidade e promovendo conhecimento sobre a Amazônia. O Cepeam realiza atividades de reflorestamento, por isso incentiva pesquisas e produção de material e mudas. Cerca de 5 mil sementes de várias espécies madeireiras, frutíferas e ornamentais para a produção de mudas são coletadas anualmente. Essas sementes são plantadas, gerando mudas que são utilizadas junto aos parceiros do instituto, em projetos que contribuem para o reflorestamento natural de áreas públicas e degradadas.

O meio ambiente e eu
caring our future


Somos surpreendidos diariamente com novidades tecnológicas e invenções que surgem para inovar ou facilitar nossa rotina – produtos, serviços e alimentos se tornam trendings (tendência). Você já pensou que isso pode impactar o meio ambiente e a nossa vida? Caring our future significa “cuidar do nosso futuro”. Com isso em mente, descubra um pouco mais sobre como as ações de hoje impactam o nosso amanhã
Nosso estilo de vida afeta diretamente a disponibilidade de recursos como alimentos, água e energia; afeta também quando pensamos no lixo que produzimos. Cada vez que a sociedade cresce e se desenvolve, maiores são as preocupações com esses recursos. Quanto maior a população, maior o consumo, e a produção nas indústrias cresce mais e mais. Na mesma proporção há o aumento do lixo e a falta de destino adequado para ele.
Mas... e o meu refrigerante?
Tudo o que consumimos, direta ou indiretamente, provém de recursos naturais. Por exemplo, já pensou no refrigerante que você adora?
Gasta-se muita água na produção do seu recipiente. Também se utiliza demasiada energia e outros produtos industriais para deixá-lo saboroso; além de ser uma das bebidas mais consumidas, o Brasil já se tornou o terceiro maior mercado de refrigerantes, e a ONU estima que, em 2030, 40% da população não terá acesso à água potável se tudo continuar como está.
Isso não significa que precisamos deixar de consumir algo de que gostamos ou de comprar a última novidade tecnológica, mas devemos repensar nosso modo de vida e como ajudar a diminuir esses dados visando o futuro do planeta. As escolhas que fazemos nos definem, e estas também podem causar impactos irreparáveis ao meio ambiente.

O que é sustentabilidade e como ser sustentável?

Sustentabilidade: conceito
Termo usado para definir ações e atividades que visam suprir as necessidades atuais dos seres humanos, e que está diretamente relacionada com o desenvolvimento econômico, usando os recursos naturais de forma inteligente para que se mantenham e não se esgotem, sem comprometer o futuro das próximas gerações.
Exercitar o pensamento sustentável é refletir sobre as escolhas e os impactos que o produto que consumimos vai causar para o meio ambiente. Para isso, é importante fazer essas três perguntas:
1. De onde vem?
Muitas indústrias estão se preocupando e aderindo a uma produção mais sustentável ou empreendem ações em prol do meio ambiente; seja diminuindo resíduos na produção, desperdício de energia e produtos, investindo em tecnologias para solucionar problemas ecológicos ou mesmo apoiando ações e projetos de meio ambiente.
No caso dos hortifrutigranjeiros, há a agricultura orgânica, que é um processo produtivo comprometido com a qualidade da produção de alimentos de forma que não agrida o meio ambiente mantendo a harmonia de todos esses elementos entre si. Que tal pensar na procedência de determinado produto antes de adquiri-lo?
2. Eu realmente preciso disto?
Fazer-nos essa pergunta a cada compra nos permite consumir apenas aquilo que realmente precisamos, evitando a produção de lixo em excesso. E, quando compramos algo ou algum alimento, devemos aproveitá-lo ao máximo.
3. Como isto será descartado?
No Brasil são desperdiçados 40 mil toneladas de alimentos por dia. Com um consumo consciente, podemos mudar isso efetivamente.
Por esse motivo, torna-se tão importante realizarmos o descarte correto, seja reciclando lixo, aproveitando os resíduos orgânicos para a produção de adubo, ou descartando eletrônicos ou objetos com produtos químicos nos locais adequados.

Conhece o Save Food Brasil?

Iniciativa da ONU com a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) para diminuir as perdas e os desperdícios de alimentos no mundo. Discutem e propagam ações e ideias para mudar essa realidade com o objetivo de até 2030 reduzir pela metade o desperdício de alimentos nas vendas a varejo e no consumo; reduzir a perda das cadeias de produção e distribuição, incluindo perdas antes da colheita.

Se economizar, não vai faltar

A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que 110 litros são suficientes para atender às necessidades de uma pessoa em 24 horas; porém, destes, 100 litros já são gastos apenas num banho de dez minutos. Que tal economizarmos para não faltar água?
4 litros
Escovar os dentes com a torneira aberta
5 litros
Para cada lavagem de mãos
100 litros
Para um banho de 10 minutos

A água que ninguém vê

Já ouviu falar em “água virtual”? É a quantidade de água “embutida”, ou seja, necessária para produzir um bem, produto ou serviço. Algumas empresas aprimoram sua produção, desperdiçando menos água e tratando seus resíduos, no entanto, a ação mais eficiente é consumirmos menos e com mais consciência. Veja ao lado alguns exemplos:
16,6 mil litros
Para produzir 1 kg de couro para sapatos
11 mil litros
Para produzir 1 calça jeans
2,7 mil litros
Para produzir 1 camisa 100% algodão
Cada pessoa produz em média 387 kg de lixo por ano.
Mas, destes, apenas 58% têm destinação correta
Antes da primeira Revolução Industrial, a população era bem menor e o lixo produzido nas cidades era basicamente composto por resíduos orgânicos. Após essa revolução, aumentou não só o número da população, como também o incentivo ao consumo em massa, e os lixos inorgânicos, tóxicos e altamente tóxicos passaram a fazer parte do nosso cotidiano. Encontrar a forma adequada de descarte de cada tipo de lixo pode evitar sérios problemas futuros.

“Sem sujeito, não há ambiente”

O Budismo de Nichiren Daishonin, que surgiu no século 13 no Japão, expressa o dinamismo de sua visão sobre o mundo e sobre a natureza nas seguintes palavras: “Sem sujeito não há ambiente. E este é criado pelo sujeito” (Brasil Seikyo, ed. 1.529, 30 out. 1992, p. A8).
Na Proposta de Paz 2017 Ikeda sensei cita os jovens como as pessoas que estarão à frente da luta na construção de uma cultura de direitos humanos em que “ninguém seja deixado para trás”, além de enfatizar a importância de tomarmos ações para se cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) lançados pela ONU visando o ano de 2030.
E para corresponder a esta expectativa do Mestre, precisamos ser os jovens que vivem esta cultura de direitos humanos em todos os sentidos, pensando sempre na extensão de nossas ações.
Sobre esho funi, Ikeda sensei diz: “‘Sujeito’ indica a manifestação fundamental que é a vida humana, e ‘ambiente’, o mundo natural à sua volta. O budismo revela, dessa forma, que sujeito e ambiente mantêm uma relação de não dualidade. Por essa razão, nenhum fenômeno na natureza pode ocorrer separado das ações geradas no interior da vida chamada sujeito, isto é, da vontade e da inteligência do ser humano. Portanto, o budismo elucida que a preservação e a recuperação do meio ambiente dependem da sabedoria manifestada pelos homens” (Brasil Seikyo, ed. 1.529, 30 out. 1999, p. A8).
Quando temos a consciência de que o ser humano e seu ambiente são inseparáveis, preservamos o meio ambiente e tomamos ações conscientes, e assim melhoramos o ambiente em que vivemos e, também, melhoramos a nós mesmos.
De olho no futuro
O importante é entrarmos em ação para mudar o presente que resultará num futuro melhor. Mesmo que muitas vezes a mudança pareça estar no outro, sempre precisamos refletir sobre qual o bem que posso criar.
Certa vez, num discurso, o presidente Ikeda citou o pensamento do presidente Makiguchi: “(...) Vamos dizer que uma pessoa tenha colocado uma pedra em uma estrada de ferro. Isso é maldade. Vamos supor que outra pessoa vê a pedra nos trilhos mas não alerta ninguém sobre a situação, e simplesmente deixa a pedra lá. É verdade que ela não cometeu o mal, mas também não fez o bem. Se em consequência de sua inércia o trem descarrilhasse, então seria o mesmo que tivesse cometido o mal” (Brasil Seikyo, ed. 1.428, 6 set. 1997, p. 3).
Com esse mesmo pensamento, sejamos nós os jovens que criam a mudança “sem deixar ninguém para trás” garantindo um meio ambiente próspero para si e para todos.


soka gakkai


Shitei funi é minha vida!

Shitei funi é minha vida!


daisaku ikeda

Em 1984, por ocasião da terceira visita de sensei ao Brasil, eu atuava como responsável de comunidade e fiz parte do Grupo Settai.1 Naquela época, passava por sérias dificuldades financeiras e fazia de tudo para economizar e ter condições de participar em todas as atividades.
Nas atuações pelo grupo, tive a oportunidade de recepcionar e servir o presidente Ikeda por algumas vezes nos bastidores. Em dado momento, ele veio ao meu encontro para agradecer pela dedicação, o que foi um grande incentivo para mim. Em seu olhar, senti a grande benevolência que fez brotar em meu coração força, coragem e esperança; senti que nada era impossível e que transformaria todas as circunstâncias adversas que estava vivendo. Foi um momento inesquecível! Renovei meu juramento de lutar eternamente junto com sensei e levar a felicidade para muitas pessoas!
Em 2004, vinte anos após esse episódio, na época eu era coordenadora da DF, participei do Curso de Aprimoramento no Japão representando as 102 mil rainhas da felicidade. Quando bradamos kokoro to kokoro, "de coração a coração", sensei disse: “Tudo se inicia com o coração. Não há nada mais importante que o coração! Quando se mantém esse coração puro e sincero, infalivelmente será vitoriosa”. E, ainda ressaltou: “Cada uma tem de conquistar a felicidade com suas próprias mãos; para isso, avance sempre junto com a Gakkai, que a felicidade virá ao seu encontro”. Sempre com essas palavras do mestre no coração, continuo a me empenhar até hoje para realizar diálogos de kokoro to kokoro com as integrantes da DF.
E, para garantir que este grandioso fluxo do kosen-rufu nunca cesse, nossa missão como Grupo Coração do Rei Leão é desenvolver verdadeiros tesouros, os Sucessores Ikeda, como sensei enfatiza: “Cultivar sucessores capazes é espalhar sementes e plantar brotos do kosen-rufu mundial”.

Romper os limites e construir novos sonhos

soka gakkai


Romper os limites e construir novos sonhos


Neste  mês  foi realizado o 3o study tour na Universidade Soka da América (SUA, na sigla em inglês). O study tour é um intercâmbio de uma semana entre as Escolas Soka de Tóquio, de Kansai e o Colégio Soka do Brasil, que ocorre anualmente na SUA desde 2015. Este ano participaram dez alunos brasileiros e vinte japoneses.
O intercâmbio dos dois países começou de forma tímida, pois Brasil e Japão possuem grandes diferenças culturais, sem falar na barreira do idioma. Porém, graças aos esforços em aprimorar o inglês, essas barreiras foram rapidamente rompidas, e os estudantes de ambos os países criaram fortes laços de amizade entre si.
Com essa experiência, os alunos construíram grandes sonhos, principalmente o de cursar uma universidade no exterior. Por meio de diálogos com estudantes, funcionários e até com o reitor da SUA, decidiram trilhar um caminho de excelência acadêmica para corresponder aos anseios do fundador da instituição, Dr. Daisaku Ikeda.
Para os estudantes, após passarem esse período na universidade ficou claro no coração de todos o significado da educação Soka, um ambiente de ensino onde o foco é o aluno. E sentir esse cuidado e carinho de cada pessoa dentro da instituição proporcionou-lhes o cenário perfeito para que começassem a sonhar ainda mais alto e a ter grande esperança na humanidade."

Exercendo o espírito de paz

Exercendo o espírito de paz
Texto extraído e adaptado da série de incentivos do presidente da SGI, Dr. Daisaku Ikeda, à Divisão dos Estudantes publicado no jornal Kibou, em agosto de 2015


soka gakkai

Espero que todos estejam bem. Vocês estão aproveitando as férias de verão? Oro sinceramente para que fiquem em segurança e tenham boa saúde.
Alguns de vocês podem estar viajando de carro com a família durante as férias escolares, então me permitam fazer uma breve charada.
Se seu carro percorresse uma estrada com a mesma velocidade que a do veículo ao seu lado, o que vocês veriam?
A resposta é: o outro carro pareceria estar parado.
E no caso da luz, que viaja a quase 300 mil quilômetros por segundo, o que veriam se viajassem na mesma velocidade que a luz?
O físico alemão Albert Einstein (1879–1955) pensou sobre essa difícil questão durante dez longos anos, desde os seus 16 anos.
Ele finalmente chegou à conclusão de que a luz não iria parecer que estava parada, mesmo viajando na mesma velocidade que a dela — o que é impossível, pois a velocidade da luz é constante apenas no vácuo.
Foi esta teoria da relatividade que contrariou todo o conhecimento anterior no campo da física. Isso aconteceu mais de cem anos atrás, em 1905.
As descobertas de Einstein serviram de base para muitas teorias científicas e tecnologias que são parte da nossa vida hoje, como o aparelho de TV e o computador.
Em 1922, Einstein ganhou o Prêmio Nobel de Física, e em novembro do mesmo ano, logo após receber a notícia da premiação, ele visitou o Japão para uma série de palestras. Meu mestre, segundo presidente da Soka Gakkai, Josei Toda, foi a um desses eventos com seu mestre, o presidente fundador, Tsunesaburo Makiguchi. O Sr. Toda considerava essa palestra como uma fonte de orgulho de sua vida e por vezes falava sobre ela para os jovens.
Quando eu era editor-chefe da revista infantil Meninos do Japão na empresa do Sr. Toda, publicamos um artigo sobre Einstein na primeira edição (em outubro de 1949). Minha esperança era possibilitar aos nossos jovens leitores, que seriam os líderes do futuro da sociedade, conhecerem mais a respeito de Einstein — que, mesmo depois de se tornar uma figura mundialmente renomada, permaneceu humilde e gentil, amando as crianças.
Hoje gostaria de aprender mais sobre esse grande cientista junto com todos vocês, meus preciosos amigos da Divisão dos Estudantes.
Albert Einstein nasceu em março de 1879, numa pequena cidade chamada Ulm, ao sul da Alemanha. Ele aprendeu a falar mais tarde do que a maioria das crianças, o que preocupava muito seus pais. Também não ia bem nas aulas que necessitavam
de memorização e não gostava de esportes nem
de música.
Todos nós temos dificuldade em alguma coisa, mas não há necessidade de permitirmos que isso nos faça perder a autoconfiança. Se focarem em encontrar mais coisas nas quais são bons, vocês se tornarão melhores até naquilo que antes achavam difícil.
Quando Einstein estava com 5 anos, seu pai lhe deu
de presente uma bússola magnética. Dentro dela
tinha um ponteiro e um diagrama que mostrava as direções — norte, sul, leste e oeste. Não importava
aonde fosse colocada, sempre apontava para o norte.
O pequeno Einstein ficou maravilhado. Nesse momento percebeu que havia forças invisíveis que moviam objetos no nosso mundo visível.
Mais tarde, incentivado por seu tio, que era engenheiro elétrico, bem como estudante de medicina que às vezes jantava com a família Einstein, o jovem Albert começou a ler livros sobre esses temas e se aprimorou em aritmética e ciência. No entanto, o trabalho do seu pai não estava indo muito bem e Einstein teve de sair da escola, faltando um ano para se formar; também não foi bem-sucedido em entrar para uma faculdade e acabou estudando sozinho por um ano até conseguir ser admitido no ano seguinte. Ele queria se tornar um pesquisador depois de se graduar, mas não conseguiu um bom cargo. Então buscou sustento como professor particular por um tempo, mantendo paralelamente sua pesquisa — também sozinho.
Como podemos ver, as coisas não aconteceram de forma agradável para Einstein em sua juventude, pois passou por várias decepções. Porém, foi uma criança muito talentosa. Quando algo lhe parecia estranho ou misterioso, pensava sobre isso até compreender. E se não conseguisse descobrir a resposta por si só, perguntava a todos à sua volta se sabiam a resposta, e assim ele aprendia muito.
Mais tarde, Einstein foi professor em universidades prestigiadas ao redor do mundo e teve uma carreira notável.
Então, a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) estourou na Europa. Depois disso, a Segunda Guerra Mundial (1929-1945) aconteceu, engolindo o mundo todo. A tecnologia de ponta da época foi utilizada para construir armas que destruíram muitas vidas, e vários dos amigos e conhecidos de Einstein também morreram durante a guerra.
Ele acreditava que a ciência deveria ser usada para levar as pessoas à felicidade e que os cientistas deveriam dedicar a vida à paz. Mas algo aconteceu que o deixou completamente chocado.
No verão de 1945, quando a Segunda Guerra Mundial estava quase no fim (no Japão), os Estados Unidos jogaram uma bomba nuclear em Hiroshima no dia 6 de agosto e em Nagasaki no dia 9 do mesmo mês. Milhares de pessoas foram mortas instantaneamente, e cidades, completamente dizimadas. Aqueles que conseguiram sobreviver sofreram sequelas da radioatividade das bombas.
Quando Einstein ouviu a notícia sobre elas, gemeu de frustração. A teoria que ele revelou estava sendo usada no desenvolvimento de bombas atômicas.
Mesmo depois do término da guerra, vários países desenvolveram armas nucleares. Eram tantas que se outra guerra estourasse poderiam dizimar a humanidade.
Einstein se levantou, determinado a livrar o mundo daquelas armas malignas. Ele viajou por todos os lugares que pôde para falar sobre esse perigo terrível e também deu inúmeras entrevistas para jornais e rádios, além de escrever vários artigos.
Junto com um grupo de cientistas de destaque do mundo todo, Einstein assinou o Manifesto Russell--Einstein, um apelo para a erradicação de todas as armas nucleares, uma semana antes de falecer. Ele pensava sobre o que poderia fazer em nome da paz e agiu até o fim com esse propósito.
Eu dialoguei com o físico e pacifista Joseph Rotblat (1908—2005), um dos cientistas que também assinou o Manifesto Russell-Einstein.
O Dr. Rotblat compartilhou comigo que estava profundamente impressionado e feliz em saber que a Soka Gakkai se dedicava à eliminação das armas nucleares desde a época que ele e outros cientistas começaram essa campanha [pela abolição dessas armas], no final dos anos 1950.
Toda sensei fez sua Declaração pela Abolição das Armas Nucleares (em 8 de setembro de 1957) como seu maior ensinamento para os jovens, insistindo que lutassem para construir um mundo sem armas nucleares. Herdando o desejo do Sr. Toda, continuei essa luta junto com todos os membros da SGI ao redor do planeta, a qual perdurará até que atinjamos o objetivo de eliminar todas elas.
Desde criança, Einstein se dedicava a investigar as forças invisíveis da Terra. O que é, então, a maior força de todo o universo?
Einstein disse: “A imaginação envolve o mundo todo ”. O poder do espírito humano, a nossa imaginação, é tão grande que abarca o planeta inteiro.
Nosso coração é invisível, mas esse mesmo coração pode abrir o caminho para nosso próprio futuro, tocar o coração e a mente de outras pessoas e determinar o futuro da humanidade. Essa é a chave para a construção da paz.
Einstein também dizia que “Ficar feliz com a felicidade dos outros e sofrer junto com eles — essas são as melhores orientações para os seres humanos”.
Quando alguém está feliz, vamos dar as mãos e sermos felizes com ele. Quando alguém está sofrendo, vamos imaginar como deve estar se sentindo e o confortar. Isso é o que nossos companheiros, membros da SGI, incluindo muitos de seus familiares e pais, estão fazendo todos os dias: lutando com o mesmo espírito que eu.
E vocês, meus queridos amigos da Divisão dos Estudantes, em quem deposito a maior confiança, são os nobres indivíduos que irão carregar esse espírito — o espírito da paz.