quinta-feira, 15 de junho de 2017

O Tratamento da Doença (Parte 2)

O Tratamento da Doença (Parte 2)


Este texto pode ser usado como complemento da explanação da matéria a ser estudada na reunião de palestra do mês de ABRIL

Trecho do Gosho

Há duas formas de se discernir os três mil mundos num único momento da vida. Uma é teórica; a outra, real. A que Tiantai e Dengyo praticaram foi teórica; a que pratico é real. Como minha prática é superior, as dificuldades que a acompanham são muito maiores. A doutrina exposta por Tiantai e Dengyo foi a dos três mil mundos num único momento da vida do ensinamento teórico, ao passo que a minha é a do ensinamento essencial. As duas são tão distintas quanto o céu e a terra."
(END, v. I, p. 230-231; Terceira Civilização , ed. 570, fev. 2016, p. 61)

Vamos entender

Este mês continuaremos estudando a carta O Tratamento da Doença. Aprenderemos mais sobre o princípio “três mil mundos num único momento da vida” (ichinen sanzen) e como aplicá-lo em nossa vida.

Cenário histórico

Esta carta foi escrita por Nichiren Daishonin em resposta à notícia que recebera de seu discípulo Toki Jonin de que epidemias estavam assolando o Japão com mais força que nunca. Não se sabe exatamente a data em que foi escrita, porém se acredita que tenha sido no vigésimo sexto dia do sexto mês de 1278.
As epidemias que ocorreram entre 1277 e 1278 foram muito severas e devem ter causado grande sofrimento a toda a população. Daishonin escreveu esta carta como incentivo para seus discípulos.

Teórico x Real

O princípio “três mil mundos num único momento da vida”(ichinen sanzen) nos ensina sobre as inúmeras possibilidades de estado interior que podemos manifestar em nossa vida. Em termos teóricos, este princípio corresponde à possibilidade de transformação pessoal, conscientizando‑nos de como é grandiosa nossa vida e infinito o nosso potencial. Quando nos referimos à maneira real, significa fazermos nossa revolução humana no dia a dia, nos desenvolvendo junto com familiares e amigos com base na recitação do daimoku, da participação nas reuniões e do estudo do budismo. Daishonin afirma que a prática desse princípio exposto da maneira real é a essencial.
A prática de Daishonin baseada nesse princípio ocorreu numa sociedade conturbada com diversas dificuldades. Da mesma forma, nosso desenvolvimento verdadeiro significa vencer em todas as atividades diárias: com a família, amigos e na escola, por exemplo, não importando quais sejam os desafios; se continuarmos sempre nos esforçando na prática, com certeza nos tornaremos vencedores em todos esses aspectos.
Na explanação desta carta, o presidente Ikeda orienta:
“Não há tesouro mais precioso do que a nossa vida. Temos o poder de continuar a criar valor em todas as situações. Nossa fé e prática budista são a fonte de energia para essa criação de valor.
Como membros da SGI, que defendem a sensata filosofia do Budismo de Nichiren Daishonin, o ensinamento do respeito pela dignidade da vida, vamos continuar a iluminar o coração dos nossos preciosos amigos com a luz da coragem e da esperança e expandir na sociedade e em nossa localidade o ‘valor da paz’, o ‘valor da amizade’ e o ‘valor da felicidade’”.

O Jogo do Contente

O livro Pollyanna de Eleanor H. Porter conta a história de Pollyanna, uma garota de 11 anos que em todos os momentos tenta pôr em prática o seu “jogo do contente”. É um jogo que ela aprendeu com seu pai, e consiste em tentar achar um motivo para ficar contente em todas as situações
do cotidiano. Dessa forma, a jovem menina consegue transformar a sua circunstância em algo positivo e ajudar diversas pessoas.
Com essa história, aprendemos que, mesmo sendo muito difícil encontrar um motivo para ficar contente em algumas situações, sempre é possível enxergar a situação de outra forma. Seguindo esse exemplo, devemos nos divertir em tudo o que realizarmos, mesmo nas atividades que menos gostamos de fazer; se conseguirmos agir com esse sentimento e manifestarmos o melhor de nosso potencial com base no que aprendemos no budismo, isso corresponde a pôr em prática o princípio “três mil mundos num único momento da vida”.
Glossário
Tiantai
(538–597)
Fundador da escola Tiantai na China. Ele propagou o Sutra do Lótus na China e apresentou o princípio “três mil mundos num único momento da vida” (ichinen sanzen).
Dengyo
(767–822)
Fundador da escola Tendai no Japão. E que se dedicou a propagar o Sutra do Lótus e estabelecer uma plataforma de ordenação Mahayana no Monte Hiei.
Toki Jonin
(1216–1299)
Discípulo leigo de Daishonin que morava em Wakamiya, distrito de Katsushika. Foi líder dos samurais do senhor feudal de Chiba, polícia daquela província. Também conhecido como sacerdote leigo Toki, foi o destinatário de muitos dos escritos de Nichiren Daishonin, a maioria dos quais ele preservou cuidadosamente.

“Como surge o diamante?”

Hora de Estudar


Polir o coração como um DIAMANTE significa criar um coração tão forte quanto o de Ikeda sensei, que conquista todos os sonhos e não se abala com nada


Vamos aprender mais sobre...

Cultivar um coração grandioso

Como sucessores Ikeda, devemos
cultivar diariamente um coração grandioso. O presidente Ikeda nos ensina que as dificuldades servem para nos fortalecer e polir nossa vida como um diamante.
Essa pedra preciosa é um dos materiais mais fortes que se encontram na natureza, e ela tem uma beleza única!
Precisamos desafiar diariamente a recitação do gongyo e do daimoku para termos sabedoria, coragem, esperança e boa sorte.
Nosso esforço faz com que nos tornemos tão forte quanto um diamante e dessa forma jamais seremos derrotados.

“Como surge o diamante?”

É criado nas profundezas da terra quando um único elemento químico, o carbono, é exposto a forte calor e pressão.
Assim como o diamante, a grafite também nasce do mesmo elemento encontrado na natureza. A diferença entre eles é que o diamante é forjado a altas e baixas temperaturas e pressão; a grafite não passa por esses desafios, e por isso se quebra com facilidade.

O céu não é o limite!

O céu não é o limite!


Melkzedek Calabria
46 anos, mora em Curitiba, Paraná
Formação acadêmica:
Ciências aeronáuticas (piloto comercial) e gestão de aviação civil gestão de empresas aéreas e gestão de qualidade de software
mestrando em administração com foco em estudo do uso de drones na agricultura
Observando o céu, Melkzedek relata que voar sempre foi seu sonho, e aos 15 anos acalentou o desejo de se tornar piloto de aviões. O sonho era alto e consequentemente as dificuldades vieram na mesma proporção. Nunca pensou em desistir, pelo contrário, diz que sua busca para estreitar os laços com o presidente Ikeda o fortaleceu para chegar onde queria.
Por que decidiu seguir esta profissão? Quantos anos tinha na época?
Nasci num circo e meu pai era trapezista. Acho que por isso o sonho de voar sempre esteve presente. Comecei a praticar o Budismo de Nichiren Daishonin aos 6 anos por influência do meu tio, mas só me converti aos 15 quando minha mãe decidiu receber o Gohonzon.
Iniciei na aviação também aos 15 anos. Fui aceito num curso promovido pela Aeronáutica com muitos candidatos, e me especializei em manutenção de aeronaves. Essa foi a concretização do meu primeiro grande objetivo atuando na Divisão dos Jovens. Recebi diploma profissional e com ele consegui meu primeiro emprego aos 17 anos, em que era responsável pela manutenção de sete aviões no aeroporto de Brasília. Embora ainda muito jovem, atuei com bastante seriedade conforme nosso mestre orienta, pois a responsabilidade era inimaginável para mim naquela ocasião.
Quando estava para completar 18 anos, fui demitido por essa empresa por estar no período de cumprir o serviço militar. Fiquei com muita raiva naquele momento, mas
sabia que nada era por acaso. Então fiz a decisão de que um dia voltaria, mas na condição de piloto.
Quem mais o incentivou a seguir seu sonho?
Seguir nesse sonho não foi fácil, pois à primeira vista não havia qualquer condição de realizá‑lo. E para tornar tudo ainda mais desafiador, meus pais se separaram justamente naquele ano, o que me fez sofrer bastante por ser filho único. Embora apenas minha mãe praticasse o budismo, sempre tive o apoio incondicional dos dois.
Lembro-me claramente até hoje que tinha na minha cabeceira uma foto do meu mestre, o presidente Ikeda, e sempre que me sentia só ou enfrentava um momento difícil, conversava com ele. Muitas vezes de madrugada, com lágrimas nos olhos, eu lhe dizia: “Sensei, vou vencer! Eu preciso vencer! Você vai ver! Terá muito orgulho de mim, fique tranquilo!”.
Houve algum momento em que pensou em desistir?
Nunca, jamais! Tive a grata oportunidade de estar presente na 1a Convenção dos Universitários da BSGI em 1987, e o nosso responsável questionou naquela ocasião quem de nós se considerava um discípulo do presidente Ikeda.
Respondi "hai" [sim, em japonês] e, em seguida, ele perguntou quem de nós estava se desafiando para fazer uma universidade. Nesse momento abaixei a cabeça e me calei, porque não tinha coragem nem me achava capaz de enfrentar uma universidade.
Então ele falou: "Se vocês não têm determinação para vencer nos estudos e se desafiar para ser uma pessoa de grande valor na sociedade, parem de dizer que são discípulos do presidente Ikeda".
O tempo passou muito rápido e, quando percebi, já estava com 30 anos. Naquela época, surgiu o primeiro curso superior para formação de pilotos comerciais em minha cidade, e não havia mais desculpas para não encarar o desafio. Eu me inscrevi no vestibular e nunca mais saí da sala de aula — isso já faz dezessete anos. Cursei duas graduações, duas pós-graduações, hoje estou finalizando o mestrado e em breve darei início ao doutorado. Fui convidado por um de meus professores para compor o grupo de educadores da universidade e atualmente leciono no curso de formação de 300 alunos pilotos.
Em 2015, estive no Japão com minha família, e lá reencontrei meu responsável da DUni após 28 anos e abraçá-lo calorosamente. Disse a ele: "Muito obrigado por não me deixar nunca esquecer que eu precisava vencer!".
Com esses sonhos concretizados, também pude mostrar ao meu pai essa vitória, o que o fez decidir praticar o budismo e receber o Gohonzon aos 70 anos.
Qual era seu sentimento ao conduzir vidas?
Sentia muita responsabilidade e gratidão em poder de alguma forma fazer a diferença na vida das pessoas. Atualmente dedico meu conhecimento apenas para formar novos pilotos e procuro criar nos alunos a cultura humanística ensinada por nosso mestre. Meu esforço está em formar pilotos com real senso humanístico para conduzir vidas com toda responsabilidade.
Em minhas aulas, aplico a metodologia da educação Soka e busco uma relação humanística com meus alunos. Graças a isso, fui eleito por eles o melhor professor da universidade. Aprendi com sensei que a finalidade da educação é a felicidade das pessoas e tenho me esforçado para formar pilotos humanistas que prezem a vida de cada pessoa que conduzem.
Poderia compartilhar alguma curiosidade sobre o curso de formação de pilotos?
Quando iniciamos os treinamento de voo, faz parte da instrução saber como agir numa possível falha mecânica da aeronave ou uma pane qualquer. São procedimentos que podem ajudar a pousar com segurança, caso os motores falhem, por exemplo.
Quando realizei meu primeiro voo solo [quando um piloto voa sozinho pela primeira vez], meu avião apresentou falha no motor. Naquele momento entendi quanto o empenho nos estudos e a prática da fé fizeram a diferença. Graças ao autocontrole que tive na hora e todo o tempo que dediquei aos estudos, consegui ter sabedoria para pousar o avião com toda segurança e estar aqui contando isso para vocês.
Quais outras qualidades você teve de aperfeiçoar?
Nunca gostei de estudar e tinha muita preguiça para a leitura. Isso não combinava com alguém que precisaria conduzir vidas e equipamentos complexos em situações de alto risco. O idioma também foi um desafio.
Graças à luta empreendida quando jovem nos grupos horizontais da BSGI, cultivei virtudes básicas como responsabilidade, cortesia, precisão, entre outras, que foram a base para superar minhas limitações e meus medos.
Você tem alguma dica ou conselho para o estudante que também quer seguir esta carreira?
Tenha paixão e nunca aceite que lhe digam “Você não é capaz” ou “Isso não é para você”. Ser piloto não é uma tarefa fácil, requer esforço e seriedade. Mas, mais que isso, se tiver a paixão de ser um jovem discípulo de Ikeda sensei, isso o levará para muito além do que pode imaginar. Não importa quanto tempo leve para realizar seu sonho nem quantas dificuldades enfrentará até que concretize. Persista, aperte ainda mais o cinto, olhe com determinação para a pista à sua frente, dê toda potência que puder nos seus motores e decole bem alto, além das nuvens. Quando chegar lá, grite bem alto: “Eu venci porque sou discípulo do presidente Ikeda!”.
Nunca se esqueça também de que não vencemos sozinhos. Saiba valorizar os esforços de seus pais e responsáveis que estão sempre nos bastidores o apoiando de alguma forma.
Há alguma frase de sensei que guarda com muito carinho?
Sim. Na minha juventude tínhamos como base o poema Ode à Juventude. Num trecho, sensei dizia assim:
Jovens!
Sobrevivam!
Sobrevivam a todo custo.
Como promotores
Da gloriosa evolução global,
Façam seu triunfo na história resplandecer.
 clique para ver a imagem no tamanho real.

Melkzedek leciona há 17 anos e atualmente ajuda na formação de 300 novos pilotos

Ao buscar uma relação humanística com seus alunos, Melkzedek (o terceiro, da dir. para esq.) foi eleito por eles como melhor professor da universidade

Melkzedek, ao lado de sua esposa Luciana, com seus filhos (da esq. para dir.): Fernando, Victtor Hugo, Naomi e Luccas

A praia do Havaí

A praia do Havaí

Texto extraído e adaptado da série de incentivos do presidente da SGI, Dr. Daisaku Ikeda, direcionado à DE-Herdeiro e DE‑Esperança, publicado no jornal Mirai em agosto de 2014
O verão é a estação na qual a jovem vida é preenchida com a energia do galope dos cavalos.
Certa vez quando estava visitando o Havaí, vi um cavalo bastante incomum.
Em julho de 1985, dentre várias reuniões e eventos, quando cheguei ao quarto de hotel em que estava hospedado, em Honolulu, olhei em direção à praia e ouvi o som das ondas do mar ecoando alegremente. De repente, um lindo cavalo branco esculpido por algum artista desconhecido surgiu na areia... Era de uma beleza descomunal e tão realista que parecia que iria se levantar do local e galopar.
Nichiren Daishionin escreveu: “O relinchar dos cavalos brancos é o som da nossa voz quando recitamos Nam-myoho-renge-kyo” (END, v. I, p. 989).
Quando fazemos o gongyo e recitamos vibrante Nam-myoho-renge-kyo como o relinchar dos cavalos brancos, o espírito de enfrentar novos desafios surge dentro de nós.
Vamos continuar recitando daimoku dessa forma e galopar convictos rumo a um verão de vitórias!
O Havaí é um dos lugares mais procurados como destino turístico. Ele é formado por seis ilhas principais, dentre elas Oahu, onde a capital do país está localizada, e o próprio Havaí.
Esse destino turístico tem laços estreitos com o Japão, e os primeiros japoneses migraram para o país em 1868. Por essa razão, muitas palavras do vocabulário japonês são amplamente usadas no Havaí, como bento (comida para viagem), shibai (peça ou jogo), janken (nome do jogo pedra, papel e tesoura) e bon odori (tipo de dança típica japonesa).
Aloha é a saudação usada por todos no Havaí tanto quando se conhece alguém pela primeira vez como quando se cruza com alguém nas ruas. Aloha demonstra o sentimento mútuo de amor e respeito.
Diversas culturas convivem juntas harmoniosamente no país — descendentes europeus, asiáticos, africanos, assim como os próprios nativos havaianos. Eles se saúdam entre si com aloha. Assim, o Havaí é o microcosmo da paz mundial — um exemplo perfeito de laços entre seres humanos unidos pelo espírito aloha. Os habitantes amam a natureza, suas famílias, seus amigos e a paz, fazendo com que as ilhas do Havaí sejam uma esfera de amizade e coexistência.
Entretanto, o país foi palco de uma
guerra brutal. Na manhã do dia 7 de dezembro de 1941, os militares japoneses atacaram
Pearl Harbor,dando início à Guerra do Pacífico.
Eu estava com 13 anos na época, e na ausência dos meus irmãos mais velhos, que foram enviados para lutar na guerra, ajudava minha família entregando jornais. Ainda me recordo da capa do jornal anunciando o ataque surpresa.
Os imigrantes japoneses que foram para o Havaí trabalharam duro durante anos para conquistar confiança, e esta foi destruída em um instante. Para dissipar aquela onda de desconfiança e provar sua lealdade aos Estados Unidos, muitos descendentes da segunda geração de japoneses‑americanos alistaram‑se no serviço militar voluntariamente, para lutar lado a lado com seus companheiros americanos. Essas tropas especiais, conhecidas por sua bravura e esforço foram as mais condecoradas, ao mesmo tempo as que mais sofreram perda de vidas humanas.
“Não existe nada mais violento e cruel do que a guerra” — essas são as palavras com que inicio meu romance Revolução Humana.
A Segunda Guerra Mundial trouxe o que existe de mais sombrio das tragédias para vários lugares e pessoas.
Os números existentes sobre a Guerra do Pacífico em relação à participação do Japão são de 2,5 milhões de mortos ou desaparecidos, enquanto cerca de 18 milhões de pessoas foram mortas nos países asiáticos invadidos pelo Japão. Isso significa que no Japão e na Ásia juntos uma em cada 30 pessoas morreu.
Quando o assunto é guerra, não existem vencedores.
Ela acabou em 15 de agosto de 1945. Eu tinha 17 anos. Na minha família, meu irmão mais velho, o qual eu amava muito, foi morto durante uma batalha em Burma (atual Mianmar). Nunca me esquecerei do aspecto choroso da minha mãe enquanto ela tentava superar seu luto, quando recebemos a notícia da morte do meu irmão mais velho, dois anos após a guerra ter acabado. Este foi o ponto de partida para minha luta em prol da paz.
No dia 2 de outubro de 1960, desbravando os caminhos, dei meu primeiro passo rumo à paz mundial a partir do Havaí. Dentro do meu bolso havia uma foto do meu mestre, o segundo presidente da Soka Gakkai, Josei Toda, cujo maior desejo foi erradicar a miséria da face da Terra.
Enquanto o sol raiava logo pela manhã, decidi caminhar pela orla da praia e me lembrei de algo que o Sr. Toda me disse anos atrás (no verão de 1954) quando caminhávamos à beira-mar em sua cidade natal, Atsuta, localizada na ilha de Hokkaido: “Além deste vasto oceano existem muitos continentes. O mundo é grande, e muitas pessoas que vivem nele estão passando por sofrimentos imensuráveis. Você deve descortinar o caminho do kosen-rufu mundial em meu lugar”.
Carregando os desejos e ideais do meu mestre, aos 32 anos, ao me tornar presidente da Soka Gakkai, fiz um profundo juramento de lutar incessantemente pela paz, enquanto realizava uma sincera reflexão à luz do sol daquela manhã no Havaí.
Na convenção nacional da SGI-Estados Unidos em julho de 1975, o então governador do Havaí, George Ariyoshi, discursando sobre o espírito havaiano do aloha disse: "Aloha representa o espírito de tolerância e aceitação, o espírito de compreensão mútua que une as pessoas, transcendendo as diferenças étnicas e dos idiomas". Ele percebeu que esse é o espírito da SGI.
Nós nos conhecemos pela primeira vez no dia 22 de janeiro de 1975, quatro dias antes de a SGI ser fundada em Guam. O governador Ariyoshi, cujos pais eram de Kyushu, Japão, era magro, alto, bonito e cheio de vitalidade. Ele fora eleito o primeiro americano-japonês de um estado americano, e estava preparando uma nova era para o Havaí.
Quando era mais jovem, o Sr. Ariyoshi queria ser advogado. Ele batalhou duro durante o ensino fundamental para vencer sua dificuldade de falar em público, pois sentiu que estava impedindo a concretização do seu sonho. Graças a um dos seus professores que lecionavam aulas especiais de oratória, ele pôde superar este problema e eventualmente estar apto a realizar o sonho de se tornar advogado.
O Sr. Ariyoshi gostava muito de uma frase que o pai dele costumava dizer — okage sama de, que significa literalmente “Eu sou o que sou por sua causa”. É uma frase imbuída de respeito de gratidão pelas pessoas.
Observando a sociedade de hoje, podemos notar com frequência que as pessoas visam o próprio bem-estar à custa da felicidade dos outros. O espírito de gratidão e o reconhecimento descrito pelas palavras okage sama de pode fornecer a água — fonte de vida — em um deserto espiritual em que se encontra este tipo de sociedade. Pode até ser a força motriz para a paz. Em contrapartida, aqueles que não possuem tal espírito de gratidão e reconhecimento do potencial da vida humana tentam manipular as pessoas para que façam coisas a seu favor.
Aqueles que possuem espírito de gratidão, que reconhecem a dívida que tem com os demais são comprometidos em saldá‑la. Por essa razão, eles agem pelos outros. Entretanto, aqueles que não possuem tal espírito de gratidão e reconhecimento, tentam manipular as pessoas para agir em benefício próprio. Esses exemplos egomaníacos e egoístas perdem sua habilidade de empatia com as pessoas e podem até causar guerras.
Eu sinceramente desejo que vocês, meus jovens amigos da DE- Esperança, sejam gratos pelas pessoas que estão na vida de cada um, e que se tornem mensageiros da paz que demonstram gratidão não apenas com palavras, mas também com ações concretas. Especialmente com seus pais e todos aqueles que os ajudaram a se tornarem quem são hoje. Também desejo que sejam bons filhos e filhas para seus pais, façam com que eles sintam orgulho e sejam felizes.
O governador Ariyoshi também comentou que o estilo de vida havaiano significa aprender com as diferenças em vez de brigar entre si por causa delas.
Sempre desejei e agi com base na esperança sincera de que um século de paz emergiria a partir do Havaí.
Em minha primeira viagem ao país, tive a oportunidade de visitar o Cemitério Memorial Nacional do Pacífico, localizado logo acima
da Cratera de Punchbowl com vista para a cidade de Honolulu, onde as pessoas que faleceram durante as duas guerras mundiais, a Guerra do Vietnã e a Guerra da Coreia descansavam serenamente.
Entrei no cemitério e li os nomes que estavam nas lápides, orando profundamente, conforme os ensinamentos budistas, para a vida perdida de cada um. Durante anos, repeti esse ritual todas as vezes que visitei o Havaí.
Em 1981, visitei o Memorial do USS Arizona e pude oferecer flores. Coloquei-as em frente a cada uma das placas com os nomes das vítimas dessa guerra, observando nome por nome e recitando Nam-myoho-renge-kyo.
No Budismo de Nichiren Daishonin, orar é o mesmo que firmar o juramento. Fiz o forte juramento que edificaria a paz mundial pelas pessoas que faleceram em meio à guerra.
Cada um dos mais de 20 milhões de pessoas que falecereu na Guerra do Pacífico possuía um nome. Tinha famílias que se alegraram no momento de seu respectivo nascimento, além de amigos queridos. E cada uma dessas pessoas teve uma vida — o maior dos tesouros — com as pessoas que mais amavam. Antes de ser americanas ou japonesas, todas eram seres humanos.
No dia 17 de janeiro de 1995, aconteceu o Grande Terremoto de Hashin. Estava previsto para eu viajar ao Havaí durante aquele período, mas posterguei minha partida até o último minuto, tomando decisões para oferecer ajuda nos esforços de socorro às vítimas. Também encurtei minha passagem pelo Havaí estritamente o necessário e voltei direto para Kansai, local do hipocentro do terremoto.
No dia seguinte à minha chegada ao Havaí, tive a oportunidade de dar uma palestra no consagrado East-West Center. Dialoguei como Shakyamuni corajosamente se lançou a um diálogo para mediar um conflito entre duas tribos armadas: “Nos tempos de hoje, é necessário ter sabedoria que, em vez de dividir, aborda um novo ponto de vista que nós compartilhamos e temos em comum como seres humanos”.
Inicialmente, apesar das diferenças que aparentam nos separar, todos nós somos seres humanos e, se tomarmos essa premissa como base, podemos nos entender e pôr fim às guerras — esta é minha crença. Espero designar a tocha dessa crença a vocês, meus amigos mais preciosos.
Um sábio provérbio havaiano diz: “A vida sempre revela novas possibilidades”. E sua jovem vida, em particular, está sempre repleta com novas e infinitas possibilidades., portanto, vocês nunca devem menosprezar a si mesmos.
Como jovens, viver ao máximo significa justamente a luz da paz. Se vocês são dinâmicos e espontâneos, não há limite para que transformem o mundo em um lugar melhor.
Nichiren Daishionin afirma: “A vida é o maior dos tesouros. É exposto que até os maiores tesouros de todo o mundo não podem se igualar ao valor de uma vida. Até mesmo os tesouros que fazem parte do mundo não substituem uma vida” (END, v. I, p. 1125).
Tudo faz parte da vida. E vocês podem fazer com que a vida — o maior tesouro do universo — brilhe estonteantemente.
Vida, em japonês, jinsei, é constituída por dois ideogramas — jin (pessoas) e sei (viver), e pode ser interpretada como “viver com as pessoas”.
Pense naquelas pessoas que compartilham a vida com vocês. Pode ser seus pais, irmãos, colegas da sala de aula, seus amigos dos cursos extracurriculares, a família Soka da sua localidade ou seus amigos da Divisão dos Estudantes. Imaginem os nomes de todos e digam em alto e bom som para que vocês possam ouvir. Agora, fechem os olhos e pensem neles. Valorizar cada um deles é com certeza o verdadeiro significado de paz.
Os sorrisos e as risadas dos seus pais, a bondade e a ajuda de um amigo, o brilho nos olhos e a atitude determinada das pessoas... Em vez de dar atenção a esses detalhes, tenham gratidão com o espírito de okage sama de, e agradeçam com bondade. Este é o passo mais verdadeiro e seguro rumo à paz.
Outro provérbio havaiano diz: “A flor é pequena, mesmo assim a fragrância dos seus ramos exala”. Até mesmo a menor flor continua sendo uma flor e perfuma tudo o que a rodeia. Quando vocês conseguem desabrochar as flores de sorrisos enquanto se esforçam em ser amigos que cuidam uns dos outros e bons filhos e filhas, definitivamente transformam o lugar onde estão em um jardim da paz e da felicidade.
Deem partida no motor da coragem e zarpem juntos com seus amigos pelo mundo em uma grande aventura para criar a paz mundial!
 clique para ver a imagem no tamanho real.
Dr. Daisaku Ikeda presidente da Soka Gakkai Internacional

Foto tirada pelo presidente Ikeda do cavalo de areia que avistou do quarto do seu hotel, em julho de 1985, Honolulu, Havaí

Praia de Waikiki – ao fundo a cratera do vulcão inativo Diamond Head – localizada na capital, Honolulu

Presidente Ikeda e as integrantes da DF do Havaí em uma de suas visitas ao local

Após 55 anos, desde a primeira visita do presidente Ikeda ao Havaí, a organização local realiza atividade comemorativa com os Estudantes e jovens sucessores que estão na linha de frente do movimento pelo kosen-rufu

Construindo o Futuro

Construindo o Futuro
Presidente Ikeda e a Divisão dos Estudantes


Texto extraído e adaptado da revista Daibyakurenge, janeiro de 2017
daisaku ikeda

Pais que se dedicam ao kosen-rufu

Era 16 de janeiro de 1978 quando recebemos o presidente Ikeda pela primeira vez no recém‑inaugurado Centro Cultural de Ehime.
Após a recitação do gongyo, ao fim da reunião, ele se encontrou com as três filhas do responsável pela Divisão dos Jovens (DJ) da província e com o filho, de apenas 6 meses, do responsável pela Divisão Masculina de Jovens (DMJ), também da província. Ele disse: “Seus pais são heróis que estão se esforçando pela felicidade das pessoas. Seguindo o exemplo, vamos nos tornar indivíduos de respeito como eles. Se esforcem nos estudos!”.
Ao entrar no escritório administrativo do Centro Cultural, o Ikeda sensei encontrou um membro da Divisão Feminina (DF) com seus dois filhos.
“São integrantes da DE-Futuro, certo?” , disse o presidente Ikeda e perguntou o nome de cada um e o ano escolar. O mais velho estava no sexto ano do ensino fundamental e o segundo, no quarto ano. “Como são bonzinhos. Estou ansioso pelo futuro de vocês”.
O pai dessa família, que também acabara de ser nomeado líder da DJ havia dois meses, era responsável pelo escritório. Quando o pai integra os líderes centrais de uma localidade, é natural que fique completamente envolvido nas atividades da organização e acabe retornando para casa tarde da noite. Nessa situação, é natural também que os filhos fiquem tristes.
Imagino que esses três pais, líderes da DJ na época, também não tinham muito tempo para estar com os filhos. No entanto, o Mestre justamente por saber de tudo isso, incentivou diretamente seus filhos e, aos pais, ainda disse: “Talvez no futuro haverá momentos em que as crianças questionarão perguntando ‘Por que o papai nunca está em casa?’. Porém, se elas [as crianças] se lembrarem do que disse a elas, certamente terão muito orgulho de vocês, pais, e se sentirão dispostos a se esforçarem também”.
O desejo do presidente Ikeda em aprimorar os integrantes da Divisão dos Estudantes (DE) foi transmitido a todos e, hoje, aqueles Estudantes são preciosos sucessores do kosen-rufu.
“Seus papais e mamães são heróis que dedicam a vida pela felicidade das pessoas” — são essas palavras do mestre que devemos sempre carregar em nosso coração.



Desafiar os limites e expandir a vida

Recordes

Quando ouvimos a palavra “recorde”, instantaneamente a
associamos aos desafios no esporte ou feitos inusitados que
alguém conseguiu. Como o próprio dicionário diz, “recorde” ou
“record” significa o ato de superar limites, quaisquer desafios.
Nesta edição, a RDez traz algumas curiosidades de recordes que
existem no mundo afora dentre os Estudante do Brasil e, principalmente para nos inspirar, admiráveis marcas e conquistas do presidente Ikeda em sua jornada como um dos maiores pacifistas. Confira!

Usain Bolt

Velocista jamaicano e campeão olímpico, é considerado o homem mais rápido do mundo; suas conquistas no atletismo o fizeram ser chamado de Lightining Bolt (relâmpago) pela imprensa internacional.
Começou a demonstrar seu potencial para velocidade aos 12 anos. Ao entrar no ensino médio, passou a praticar críquete, mas por insistência de seu técnico decidiu pelo o atletismo. Aos 16 anos, atraiu a atenção da imprensa ao conquistar uma marca inédita no Campeonato Mundial Juvenil de Atletismo, em Quebec, Canadá.
Bolt é o único atleta na história do atletismo a se tornar tricampeão em duas modalidades de pista (100 metros rasos e 200 metros rasos) em Jogos Olímpicos de forma consecutiva, bicampeão na modalidade revezamento 4 x 100 metros e também o único a conquistar oito medalhas de ouro em provas de velocidade.

A origem do Guinness Book

No ano de 1951, enquanto participava de uma caçada, Sir Hugh Beaver, o então diretor de uma cervejaria chamada Guinness, envolveu-se em uma discussão com seus colegas a respeito de qual seria a ave mais veloz do Velho Mundo: o galo‑selvagem ou a tarombola.
Sir Hugh percebeu que seria uma boa ideia se houvesse um livro, de acesso popular, que servisse de referência para responder a esse tipo de questionamento. Seria um registro documentado de números referentes a feitos humanos e obras da própria natureza.
Foi por intermédio de Norris e Ross McWhirter, que administravam uma agência de apuração de fatos em Londres, que a ideia foi posta em prática. Sir Hugh os contratou para fazer um apanhando de registros que dariam forma ao livro.
Em 27 de agosto de 1955, foi publicada a primeira edição do Guinness Book of Records. Livro este que, no Natal do mesmo ano, viria a ser o mais vendido no Reino Unido, e recentemente bateu o recorde de livro com copyright mais vendido no mundo, contando com mais de 100 milhões de exemplares comercializados em mais de cem países.

O Livro dos Recordes surgiu por causa desta pergunta: "Qual seria a ave mais veloz do Velho Mundo? O galo-selvagem ou a tarombola?"

Confira outros recordes registrados pelo livro

Família com o maior número de graduados numa mesma universidade

A família norte‑americana Wayne é recordista em ter o maior número de integrantes que se graduaram na mesma universidade. Desde 1956 a 2010, são 40 integrantes da família Wayne que se formaram na Universidade Estatal de Grambling, em Luisiana, Estados Unidos.

Autor mais jovem a publicar um livro

Adauto Kovalski da Silva, brasileiro, tinha apenas 5 anos quando publicou seu livro Aprender é Facil, em 15 de outubro de 2005.


Desafiar os limites e expandir a vida


Sabemos que buscar a conquista de um objetivo, de um sonho ou ter o desejo de mudar a realidade é a característica de um jovem da SGI. Porém, muitas vezes também nos encontramos em situações em que a distância entre o que almejamos e a nossa condição nos parece ser completamente desfavorável. O que fazer então?

Por que o presidente Ikeda é o nosso exemplo de maior recordista?

Desde jovem — quando ainda buscava respostas para questões da vida, encontrou o Budismo de Nichiren Daishonin e conheceu seu mestre, Josei Toda —, Ikeda sensei superou seus próprios limites na batalha pelo grande ideal chamado kosen-rufu.
A superação desses limites se resume a problemas de saúde, como a tuberculose, e o desengano dos médicos de que não prolongaria sua vida mais que 30 e poucos anos; ultrapassou desafios familiares com a morte de seu irmão mais velho durante a Segunda Guerra Mundial, e muitos outros. Embora seus problemas e desafios fossem grandes, sua força e convicção em concretizar os sonhos do seu mestre e propagar os ensinamentos do Budismo de Nichiren Daishonin para o mundo inteiro eram ainda maiores, fatores determinantes para que nosso mestre superasse seus próprios limites e chegasse a ser reconhecido mundialmente por seus feitos e empreendimentos pela paz, cultura e educação.
O escritor russo Liev Tolstói afirma: “A vida é um processo de desafiar seus limites e expandir sua capacidade” (Brasil Seikyo, ed. 2.220, 29 mar. 2014, p. C2).
Podemos dizer que superar os próprios limites é persistir na luta pelas suas convicções e criar uma existência de grande significado, assim como faz o presidente Ikeda.
Sobre a sua jornada em propagar o Budismo de Nichiren Daishonin por todo o mundo, aos Estudantes ele diz: “Apenas me esforcei em manter o juramento de trilhar o caminho da revolução humana que meu mestre, Josei Toda, me ensinou. Hoje esse juramento está cumprido. Eu venci. Isso é o que importa; vencer a si mesmo. Isso é revolução humana; isso é kosen-rufu” (Juventude: Sonhos e Esperanças, v. 2, p. 203).

Uma nova história começa

a partir do desafio de uma única pessoa.
A grande vitória se inicia
com a batalha de um único indivíduo.
Ao lamentar a situação
e deixar a responsabilidade para os outros,
nada vai acontecer.
Se cada um mudar a si mesmo,
O mundo mudará na mesma proporção.
(...)
“Vou quebrar meus limites!”
Se assim decidirem,
na verdade, já terão dado um passo para vencer
as limitações do seu coração.
Com essa atitude, pode-se dizer que
já atingiram metade de seus ideais e objetivos.
Daisaku Ikeda


O Maior Recordista


Aqui destaco alguns dos feitos do nosso mestre, presidente Ikeda, para dimensionar seu reconhecimento mundial como líder humanista

770 Títulos de cidadão honorário

Reconhecido por sua luta na promoção da paz, cultura e educação, presidente Ikeda recebeu esta honraria em diversas cidades, estados e países

30 Universidades receberam seus discursos

Educação e civilização foram temas de seus discursos em universidades e instituições acadêmicas pelo mundo

367 Títulos doutor honoris causa

Concedidos por instituições acadêmicas de mais de 50 países e territórios

6.000 Partes publicadas da Nova Revolução Humana

Escrita pelo presidente Ikeda, a obra atingiu a inédita marca em 18 de fevereiro de 2017, sendo esta a mais extensa obra publicada em série num jornal diário

Traduzido para 26 idiomas

Ensaios, discursos e romances do presidente Ikeda

80 diálogos publicados

Com a convicção de que o diálogo entre indivíduos e civilizações é a chave para a transformação da sociedade, presidente Ikeda realizou inúmeros encontros e alguns deles foram publicados

15 Instituições educacionais

Escolas de ensinos fundamental e médio, universidades e centro de pesquisas

6 instituições pela paz e cultura

54 países visitados

Desde 1960, encontra‑se com membros da SGI e promove o avanço do kosen‑rufu mundial, sempre visando a felicidade das pessoas


 clique para ver a imagem no tamanho real.

Universidade Belfast Queen’s (Irlanda do Norte) homenageia presidente Ikeda com o título doutor honoris causa em maio de 2009


Discurso do presidente Ikeda na Universidade Harvard realizado em 1993


Inauguração do Colégio Soka do Brasil em janeiro de 2017


O livro A Forum for Peace (Fórum pela Paz) é a materialização do diálogo entre o presidente Ikeda e Dr. Anwarul Chowdhury, ex-presidente do Conselho de Segurança da ONU