Mostrando postagens com marcador budismo facil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador budismo facil. Mostrar todas as postagens

domingo, 22 de janeiro de 2017

Decisão, oração, esforço e planejamento








Tudo começa com a oração

Brasil Seikyo, Edição 2276, 23/05/2015, pág. C1 / Conheça o Budismo
Praticar o Nam-myoho-renge-kyo é a maior alegria para um ser humano. Mesmo quando a realidade diária apresenta uma sucessão de problemas, a firme atitude mental de que “eu sou o Nam-myoho-renge-kyo” gera uma postura de desafio que, aliada à recitação entusiasmada diante do Gohonzon, manifesta o poderoso estado de buda — a força que não nos permite retroceder um passo sequer e a energia que vence a tudo. O Mestre afirma: “É daimoku! Não há outra forma senão recitar daimoku. Quem ora, vence – assim é o budismo”.


A melhor coisa do mundo
Recitar Nam-myoho-renge-kyo é a melhor coisa que pode acontecer na vida de uma pessoa; quando faz a oração consciente disso, ela experimenta “a maior das alegrias” e desfruta ao máximo a infinita força da vida


A prática do Nam-myoho-renge-kyo diante do Gohonzon é fruto da genialidade do buda Nichiren Daishonin. Ao descobrir a Lei Mística (myoho) que opera com base na simultaneidade da causa e efeito (renge), Daishonin revelou ao mundo que toda pessoa tem condição plena de manifestar aqui e agora essa poderosa Lei e ser plenamente feliz. Ele acrescentou o “nam” ao título do Sutra do Lótus (Myoho-renge-kyo) e propôs a mais sensacional e eficiente prática religiosa. Recitar e propagar com fé e entusiasmo o Nam-myoho-renge-kyo revolucionou o budismo e tornou-o uma religião do povo.
Força para transformar a vida
A prática do Nam-myoho-renge-kyo deve ser feita com confiança total de que não há nada mais maravilhoso, “Não há felicidade maior para os seres humanos do que recitar Nam-myoho-renge-kyo” (CEND, v. I, p. 713). Ao recitar daimoku dotado da fé de que “Nam-myoho-renge--kyo é minha própria vida”, acessa-se a força vital inata e se experimenta uma felicidade indestrutível e paz de espírito infinita.
A prática do daimoku é ampla. Para facilitar o entendimento, apresentamos alguns pontos que constam no livro Sobre Atingir o Estado de Buda nesta Existência de autoria do presidente Ikeda:

O que é

O buda Nichiren Daishonin instituiu um meio para todas as pessoas serem sólida e plenamente felizes. Ao formular a recitação do Nam-myoho-renge-kyo diante do Gohonzon como um eficaz meio, tornou o estado de buda acessível a todo ser humano. Antes dele, manifestar a suprema condição humana chamada iluminação cabia apenas a estudiosos e budistas depois de décadas de meditação e obediência a regras monásticas. Daishonin inaugurou a autêntica religião do povo na qual toda pessoa é digna de respeito e tem pleno poder de tornar-se um buda, transformar o destino e viver totalmente feliz.

A fé que vence a dúvida

Daimoku é uma prática abrangente que engloba a fé, a recitação e a propagação. O ponto central da eficácia da prática do Nam-myoho--renge-kyo proposto por Daishonin é a “fé que vence a dúvida” (Sobre Atingir o Estado de Buda nesta Existência, p. 15). O daimoku é a expressão da vida de Daishonin. Portanto, é fundamental praticá-lo com o mesmo entusiasmo do Buda que batalha para vencer a ilusão fundamental alojada no coração por meio da crença absoluta de que “sou o Nam-myoho-renge-kyo” e, portanto, tenho direito absoluto de ser feliz aqui e agora e tornar todos à minha volta também felizes.
“Há dois apectos da recitação do daimoku: o daimoku de fé e o daimoku de prática. O primeiro se refere ao aspecto espiritual de nossa prática. Consiste na luta que travamos em nosso coração contra a escuridão fundamental, ou seja, uma batalha contra as forças negativas e destrutivas que há dentro de nós. Essa batalha implica romper a escuridão que envolve nossa natureza de buda e fazer surgir, mediante o poder da fé, o estado de buda. O daimoku de prática se refere à recitação do Nam-myoho-renge-kyo e à transmissão da Lei Mística a outras pessoas” (Ibidem, p. 15).

Mudança interior

Buscar a felicidade fora de si é um erro tão grave que anula até o benefício da recitação do Nam-myoho-renge-kyo. A plena felicidade e transformação, também chamada Lei Mística, existe dentro de si e toda mudança nasce no coração, na mente. Lamentações e acusações esvaziam os benefícios do daimoku. A postura mental ao praticar o daimoku precisa ter como eixo a Lei que existe dentro do próprio coração! O presidente Ikeda afirma: “Daishonin adverte que se buscarmos a Lei Mística fora de nós mesmos, por mais daimoku que recitemos, não manifestaremos a iluminação” (Ibidem, p. 19). Recitar com fé máxima que a Lei está em si e a tornar ativa aqui e agora é importante.

Ritmo e energia

A voz é essencial. A energia sonora de quem recita Nam-myoho--renge-kyo deve ser a “voz da fé inabalável e de espírito de procura” (Sobre Atingir o Estado de Buda nesta Existência, p. 39). Da mesma forma que uma pessoa apaixonada expressa esse sentimento na voz, o daimoku é a voz de quem acredita sem a menor dúvida que a Lei Mística existe dentro de si; é uma voz ressoante, um rugido leonino, um brado de vitória focado e concentrado; é energia pura capaz de vencer obstáculos e funções maléficas. É a voz da fé de uma pessoa comum que decidiu tornar-se um buda. “Por essa razão, devemos sempre recitar um daimoku ressonante, com um ritmo vibrante e vigoroso, semelhante ao galopar de um corcel” (Ibidem).

Ser um sol

Recitar Nam-myoho-renge-kyo não é um ensinamento que permite somente ao Buda brilhar como o Sol. É uma prática que possibilita a cada indivíduo fazer seu próprio sol despontar. O presidente Ikeda afirma: “A prática da recitação do daimoku é, de fato, o caminho supremo para manifestar o estado de buda e possibilitar a cada pessoa ser um sol esplêndido, por direito próprio” (Ibidem, p. 35).

O nome da Lei

Como Nichiren Daishonin chegou ao Nam-myoho-renge-kyo? Ele inicialmente descobriu que há uma “verdade mística”; apercebeu-se dessa verdade e notou com clareza que ela existe em todos. Seu forte desejo de que todo indivíduo também manifestasse essa verdade foi a chama de sabedoria que o fez criativamente descobrir que o nome desse princípio é a misteriosa Lei (myoho) que se embasa na simultaneidade da causa e efeito (renge). O termo Myoho-renge-kyo já existia; era o título do Sutra do Lótus. Foi Nichiren Daishonin quem identificou esse título como o princípio último e completo da vida. O passo seguinte do Buda para tornar acessível a Lei foi instituir a prática chamada “recitação de daimoku”. Para isso “acrescentou o ‘nam’ à verdade universal de Myoho-renge-kyo”. Recitar Nam-myoho-renge-kyo diante do Gohonzon de forma audível expressa a determinação e o juramento de dedicar nossa vida à verdade de Myoho-renge-kyo em pensamentos (mente), palavras (boca) e ações (corpo).

Estado de vida sólido

Qual o maior objetivo da prática do daimoku? É “instituirmos uma vida sólida e segura, que nos proporciona coragem e convicção para sermos indivíduos autônomos” (Ibidem, p. 21). Não praticamos o budismo para “nos tornarmos um ser divino que irradia luz”. O objetivo é quebrar a concha da ilusão mental por meio da fé total de que a Lei existe dentro de si e com isso “realizar uma transformação profunda em nosso próprio ser”. Daimoku é, portanto, uma luta interior momento a momento entre duas tendências opostas: revelar nossa natureza de buda ou deixar que a escuridão nos governe.
Vida sincronizada ao Gohonzon que supera qualquer problema
“Quando recitamos Nam-myoho-renge-kyo, nossa vida e o universo entram em sintonia com o Gohonzon, como as engrenagens de uma máquina, e passamos a nos mover na direção da felicidade e da realização. Manifestando vigor, sabedoria e boa sorte que nos capacita a superar quaisquer problemas ou sofrimentos”

“A recitação do Nam-myoho-renge-kyo possui imenso poder benéfico”
Dr. Daisaku Ikeda
“— É daimoku! Não há outra forma senão recitar daimoku. Quem ora, vence – assim é o budismo”
Dr. Daisaku Ikeda
“Recitar Nam-myoho-renge--kyo é o meio pelo qual sensibilizamos nosso estado de buda interior, vencemos as funções da maldade, superamos o sofrimento cármico e transformamos o estado de vida. É uma prática sem paralelo, que nos permite saborear a ‘ilimitada alegria da Lei’. Recitar daimoku nos capacita a construir um estado de felicidade absoluta em que estar vivo é em si uma alegria. Se continuarmos sempre essa recitação, não importa o que aconteça, desfrutaremos de completa paz de espírito”



Entenda mais


400 a.E.C.

Buda Shakyamuni
Fundador do budismo. Manifestou o estado de buda, ou seja, a iluminação.

Séc. 13

Nichiren Daishonin
Inscreveu seu estado de vida iluminado na forma de Gohonzon. Revelou o Nam-myoho-renge-kyo, a chave para a consecução imediata do estado de buda.

1930

Soka Gakkai
Tsunesaburo Makiguchi fundou a organização, tornando-se seu primeiro presidente. O segundo presidente, Josei Toda, adotou o conceito de revolução humana.

Dias atuais

Soka Gakkai Internacional (SGI)
A revolução humana é amplamente difundida pelo mundo por Daisaku Ikeda, presidente da SGI, que pratica fielmente o Budismo de Nichiren Daishonin e o propagou para 192 países e territórios, tendo esse conceito como sua meta principal.

Revolução humana

Conceito moderno para estado de buda e objetivo principal da SGI

Nam-myoho-renge-kyo

Dotados da fé sincera de que a Lei Mística existe em si, os membros da SGI recitam daimoku pela felicidade de si e dos outros. A fé, a recitação e a propagação do Nam-myoho-renge-kyo são a fonte da revolução humana dos membros da SGI



Decisão, oração, esforço e planejamento


O presidente Ikeda, em sua primeira visita ao Brasil [1960], ao se encontrar com membros imigrantes japoneses incentivou sobre a importância da decisão, oração, esforço e planejamento. No romance Nova Revolução Humana ele descreve os direcionamentos dados para um agricultor sem sucesso em suas plantações. Confira alguns trechos.
– Qual foi o motivo do fracasso na colheita?
– Acho que o clima influenciou um pouco – respondeu hesitante o agricultor.
Shin’ichi procurou instigar o homem perguntando:
– O senhor saberia dizer se alguém obteve êxito no plantio e na colheita dessas mesmas espécies de hortaliças?
– Sim – foi a resposta –, mas a maioria fracassou.
– Será que houve algum problema com a adubação? – indagou uma vez mais Shin’ichi. Porém, a resposta do agricultor foi:
– Não sei...
– E quanto aos cuidados com o cultivo, será que foram adequados?
Ante essa pergunta o homem ficou em silêncio.
– O solo é adequado para o cultivo desse tipo de hortaliça? – inquiriu o presidente Yamamoto.
– Não tenho certeza...
O homem não soube responder satisfatoriamente a nenhuma das perguntas feitas por Shin’ichi. (...)
Então, Shin’ichi começou a falar com mais firmeza:
– Antes de tudo, para não repetir o erro, deve avaliar o que causou o insucesso na colheita. (...) Procure também tomar as devidas providências para evitar outros fracassos. As pessoas que levam realmente a sério o que fazem, constantemente estudam e empregam a criatividade para resolver os problemas. Se negligenciar tudo isso, não obterá sucesso. É um grande erro pensar que terá uma colheita farta só porque está se empenhando na prática da fé. O budismo é um ensinamento da mais suprema razão. Portanto, a força de sua fé deve se manifestar no estudo, no planejamento, na criatividade e nos esforços redobrados. A recitação do daimoku com toda a seriedade é a fonte da energia para enfrentar esses desafios. O daimoku do senhor também deve ser um juramento.
– Juramento? – perguntou o homem. Ninguém nunca ouvira falar de tal conceito.
– Sim, um daimoku de juramento – respondeu Shin’ichi. – Significa fazer um juramento espontâneo e orar para cumpri-lo. (...)
– Em se tratando de oração, existem naturalmente várias formas de orar. Alguns oram para que tudo caia do céu, sem que tenham de se esforçar. A religião que incentiva esse tipo de oração conduz as pessoas à ruína. No Budismo de Nichiren Daishonin a oração é originalmente um juramento e sua essência é o kosen-rufu. Em outras palavras, essa oração significa recitar daimoku com a seguinte determinação: “Eu vou realizar o kosen-rufu do Brasil. Para isso, vou mostrar uma prova irrefutável em meu local de trabalho evidenciando as minhas melhores habilidades”. É assim que nossas orações devem ser. Com essa disposição, precisamos estabelecer objetivos claros do que desejamos realizar a cada dia, orar e nos desafiar para concretizá-los. É dessa séria determinação que surgem a sabedoria e a criatividade que levam ao sucesso. Em síntese, para vencer na vida precisamos de decisão e oração, esforço e planejamento. É um erro ficar à espera de um lance de sorte ou de uma oportunidade de enriquecer fácil e rapidamente. Isso não é fé; é mera fantasia. O trabalho é o esteio de nossa vida. Se não vencermos em nosso trabalho, não conseguiremos comprovar o princípio de que o “budismo é a própria vida diária”. Por favor, livre-se da postura acomodada e empenhe-se no trabalho com renovada decisão.
– Sim. Farei o melhor! – disse o homem. Seus olhos brilhavam com uma nova determinação. 

O Azul mais azul que o Anil








O Azul é mais azul que o Anil


O budismo ensina que, para se ter uma conduta inabalável diante dos “ventos” da vida diária, é preciso um brilhante e sólido caráter que pode ser expresso como um empenho constante focado na transformação interior e na felicidade absoluta




Ser inabalável diante das tempestades


“O budismo existe para conduzirmos uma vida justa e de plena realização. Praticamos o budismo para edificar uma existência de felicidade e de vitórias!” Com esta diretriz o presidente Ikeda atesta que a prática budista nos assegura a máxima felicidade e também àqueles à nossa volta. Toda ação pela nobre causa do budismo, felicidade das pessoas e bem-estar da sociedade, mesmo em meio aos mais temíveis desafios, se tornará uma suave brisa e abrirá um caminho de infinita esperança para a futuro da humanidade.
Desde a juventude o presidente Ikeda demonstra em seu comportamento a fórmula eficaz para não nos abalarmos diante de quaisquer vendavais e, assim, manifestarmos a máxima alegria em todos os momentos.
Inspirados pela conduta do Mestre, dezenas de milhares de praticantes do Budismo de Nichiren Daishonin da SGI vencem por resistirem aos mais adversos vendavais, edificando um sólido e indestrutível “eu”. O presidente Ikeda em diversas orientações narra a trajetória vitoriosa desses heróis sem coroa.

Diálogos para transformar a sociedade

“Há um casal de idosos que vive na península de Chita, na região de Aichi, Japão, que são membros pioneiros desde os primeiros dias do nosso movimento. Com inabalável determinação, seguiram pelo caminho escolhido por eles, recusando-se a serem derrotados pelo destrutivo tufão Ise Bay (também conhecido como tufão Vera), em 1959, ou pela maldade e pelo preconceito de algumas pessoas em sua localidade. Junto com seus companheiros, perseveraram na fé, esforçando-se pelo kosen-rufu e promovendo diálogos budistas com as pessoas ao redor para transformar positivamente sua querida terra natal. Eles são ativos até hoje e dizem: “Quando alguém nos criticava, isso só nos deixava mais determinados a vencer. Hoje, conseguimos cultivar um caminho de confiança e entendimento por ajudar muitas pessoas a criar um laço com o Budismo de Nichiren Daishonin. A Soka Gakkai é uma reunião de bodisatvas da terra, comprometidos em ajudar as pessoas. Sempre que nos encontramos com amigos, o caminho para uma conversa agradável prontamente se abre” .

Transmitir coragem às pessoas

“Uma senhora do município de Ishinomaki da província de Miyagui perdeu sua filha amada no tsunami, e toda vez que arrumava seus pertences não conseguia conter as lágrimas. Após muito daimoku, essa mãe tomou uma firme decisão: ‘Eu sou herdeira de minha filha! E darei continuidade à minha vida e à da minha filha, que desejava se tornar uma mulher alegre e capaz de transmitir coragem às pessoas’. Para uma mãe que perdeu o filho, Nichiren Daishonin confortou-a assegurando: ‘Para uma mulher que recita Nam-myoho-renge-kyo, não há como não se encontrar com o filho em seu coração, no âmago de sua vida’” 

Ser um autêntico altruísta

“Um líder do Departamento de Médicos de Osaka, cujas atividades acompanhei de perto por muitos anos, perdeu a mãe doente, quando estava no ensino fundamental. Sua avó, membro da Soka Gakkai, foi seu modelo na fé. Ele participou de reuniões da Divisão dos Estudantes, nas quais ganhou confiança em si mesmo e foi profundamente inspirado pela maneira altruística de vida ensinada no Budismo de Nichiren Daishonin, que se baseia no respeito pela dignidade da vida. Esforçando-se constantemente com a determinação de vencer por meio do estudo, ele se tornou médico pesquisador. Hoje dedica-se ativamente como líder em sua área de escolha e em nosso movimento pelo kosen-rufu, com um profundo sentimento de gratidão e retribuição.” .

Ser feliz e propagar a felicidade

O presidente Ikeda nos inspira: “Nada é mais incentivador do que saber que temos companheiros em todo o Japão e ao redor do mundo que estão unidos a nós pelo espírito de ‘diferentes em corpo, unos em mente’, e que um fluxo constante de seres humanos de valor — que continua­rão a se tornar ‘mais azul que o anil’ — está surgindo” 
Portanto, orar e incentivar-se mutua­mente é a efetiva fórmula que conduz à felicidade e à transformação de toda a sociedade.
“Diz um provérbio: ‘Um coração fraco acostuma-se à miséria e torna-se submisso, mas um coração forte eleva-se acima do infortúnio’. A verdadeira felicidade não é a ausência de sofrimento; não se pode esperar que todos os dias sejam alegres e tranquilos! A verdadeira felicidade consiste em formar uma identidade tão sólida que continue sempre digna e indomável como um palácio imponente, faça sol ou faça chuva”
Dr. Daisaku Ikeda

Carma - A Lei do Desafio










Vamos conversar sobre Carma
“Carma é outro nome que se dá à missão” Daisaku Ikeda


Desafie cada tarefa com otimismo e convicção

Escolha sua forma de viver:
( ) Encarar dificuldades como fardo, como “carma”;
o resultado será o fracasso. “Se ficar se martirizando como prisioneira de seu carma, tudo acabará em derrota”.*
( ) Encarar cada problema com entusiasmo, tratando-o como missão. “Quando desafiamos nossos objetivos com todo ânimo, ficamos repletos de entusiasmo e uma explosão de energia irrompe dentro de nós”.*


Um gostoso bate-papo sobre como transformar o destino


Pesquisando amplamente o conceito de “transformação do carma em missão” ensinado pelo budismo e nestas páginas apresento um diálogo fictício criado para facilitar o entendimento deste princípio.
Vamos conversar sobre a transformação do destino?
Sim, vamos! Harmonia, sucesso, alegria, vitória — todas essas coisas são mais saborosas quando compartilhadas. Então, vamos bater um papo sincero e conhecer o princípio budista que transforma carma em missão. Combinado?
Sim. Por onde começamos?
Vamos começar pelo mais difícil [risos]. O conceito mais intrigante e aparentemente difícil é compreender que o ponto inicial da prática budista é a felicidade.
Explique melhor...
O presidente da SGI, Dr. Daisaku Ikeda, ensina que na dinâmica do budismo de Shakyamuni, por exemplo, a prática acontece da causa para o efeito: você vai fazendo, fazendo, fazendo..., e num certo momento o efeito acontece e você atinge o topo da montanha, o estado máximo do ser, o estado de buda. No Budismo de Nichiren Daishonin é bem diferente; ele acontece do efeito para a causa — o presidente Ikeda resume essa ideia: “Em contraste [com o budismo de Shakyamuni], o budismo de Daishonin revela o caminho para se atingir direta e imediatamente a iluminação de forma que instantaneamente nos descobrimos no pico [da montanha]. Lá desfrutamos pessoalmente a maravilhosa visão com todo o nosso ser e, repletos do desejo de partilhar essa alegria com outros, retornamos para a base e nos dirigimos para a sociedade” . É impressionante: mesmo que você comece a praticar na SGI agora, começará do ponto mais alto.
Humm...
Numa filosofia comum, a felicidade máxima só acontece depois de dias, meses, décadas e até existências de esforço, aprendizado e degraus. Pela visão comum sobre a vida, há muita coisa negativa e obscura acumulada em você e é preciso formatá-lo até que atinja um grau ideal. Na SGI é diferente: esse estado ideal (estado de buda) foi revelado brilhantemente por Daishonin; é Nam-myoho-renge-kyo. Ao recitar Nam-myoho-renge-kyo, você imediatamente se descobre no topo da montanha e de lá desce para compartilhar alegria, vencer e incentivar as pessoas.
Qual é a aplicabilidade disso na vida real?
É uma mudança radical na forma de viver. Os obstáculos não são mais encarados como um peso, fardo nem um carma, e sim oportunidades, benefícios, missão.
Poderia citar uma fonte?
Sim, claro. O presidente Ikeda afirma: “Interpretar o próprio sofrimento apenas como um carma é decretar o seu próprio retrocesso. Em vez dessa interpretação, se você afirmar que ‘assumo e enfrento estas dificuldades como minha própria missão’ [...] tudo o que acontecer será benéfico para sua vida”.
E depois que se atinge essa condição?
Quando saboreamos o primeiro daimoku realizado com entusiasmo, não queremos mais parar. Ao recitar diariamente o gongyo, o daimoku, e fazer shakubuku, você continuamente aprimora e amplia seu bem-estar, benefícios e boa sorte. Seu ponto de partida é a felicidade; então contínua e persistentemente segue praticando e aumentando essa alegria. Não há limites.
Entendi. Você está me dizendo que vou brilhar do começo ao fim.
Exatamente. É isso!
Só de imaginar, sinto arrepios. É mesmo possível viver assim?
É. Os 12 milhões de membros da SGI em todo o mundo são prova viva desse feito. E o presidente Ikeda lidera todo esse movimento mundial mostrando na vida dele até onde um ser humano consegue chegar quando se baseia de corpo e alma no Nam-myoho-renge-kyo.
Estou gostando. Quero ouvir mais.
O mais empolgante na SGI é a garantia de que todos conseguem! Não importa qual seja sua situação atual nem o tamanho da dificuldade, ao recitar Nam-myoho-renge-kyo, você espanta a escuridão e faz imediatamente nascer em você o sol da felicidade. O presidente Ikeda atesta: “Mesmo que neste momento estejamos sofrendo em razão de alguma retribuição cármica, se nos basearmos na causalidade da Lei Mística, manifestaremos imediatamente o vasto estado de buda”(.
Poderia citar mais alguma fonte?
Sim. O buda Nichiren Daishonin afirma que “todos aqueles que mantêm a fé no Sutra do Lótus são com toda certeza budas” e o presidente Ikeda complementa que “todos vocês que estão se empenhando de forma abnegada pela ampla propagação da Lei Mística são budas”. Chamo a atenção para a palavra “imediatamente” citada antes: o carma é em geral interpretado como algo negativo e penoso; a recitação do Nam-myoho-renge-kyo converte imediatamente a forma de experimentar a vida, e com ânimo você encara tudo com alegria.
Muito interessante.
Então, permita-me aprofundar um pouco mais o assunto. Existem vários métodos para transformar a energia cármica acumulada de “negativa” para “positiva”. Uma delas é “acumular boas causas”, ou seja, fazer, fazer e fazer coisas na expectativa de que isso se acumule e um dia se converta em benefício. Quem pensa assim corre o risco de ignorar a importância do momento presente e termina por não se incomodar em viver infeliz e iludido de que a felicidade aparecerá um dia. Adotar tal filosofia corrompe as pessoas e suga a vitalidade. Além do que, pense comigo, isso não é nada prático; cedo ou tarde estamos sujeitos a fazer algo que apaga as “boas causas” que fizemos. Se você, por exemplo, empilha pedras, conseguirá fazer isso até certa altura; de repente todas desmoronam. Isso vale principalmente numa sociedade igual à nossa, presa num redemoinho de energia negativa até as suas raízes.
E qual seria o método mais eficaz de transformação do destino?
O método ensinado na SGI: você ativa sua força máxima e ilumina de uma só vez todas as suas “causas positivas” e “causas negativas” acumuladas transformando-as aqui e agora numa energia “soberbamente positiva”. Resumindo: não importa o que tenha acontecido nem quantas coisas estejam acumuladas, você experimentará a maior das alegrias ao recitar com vigor o Nam-myoho-renge-kyo.
Seria como fazer o sol nascer em mim?
Sim, é isso. Aliás, é mais que isso. Permita-me compartilhar outra orientação do presidente Ikeda: “Quando acionamos a grande vitalidade fundamental do universo, que existe em nossa própria vida de forma inata, manifestamos um estado de vida monumental, um poder tão gigantesco quanto o próprio universo”.
Entendi. Basta fazer um daimoku?
O poder do Nam-myoho-renge-kyo é tão vasto que, sim, é capaz de manifestar em você aqui e agora o supremo estado de buda recitando uma única vez. Quanto mais se convence disso, mais recitará daimoku com alegria. E você não vai provar uma coisa tão boa e parar por aí enquanto há tantas coisas a conquistar; tenho certeza de que cada vez que recitar será melhor que a anterior. Sua vida será impulsionada por uma espiral ascendente e contínua de benefícios e alegria.
E os problemas que porventura apareçam?
Felicidade não precisa depender dos problemas. Depende da sua energia vital agora, o ânimo com o qual reage diante dos problemas. Se diante de uma dificuldade você busca culpados, se apequena, se amedronta, então chamamos a situação de “carma”. Mas na SGI é diferente: diante de um problema, por maior que seja, por mais impossível que possa parecer a solução, você faz do daimoku seu ponto de partida e se agiganta, o encara do alto da montanha; aquele problema o incita a recitar Nam-myoho-renge-kyo com espírito combativo, sério, enérgico. Sua energia será máxima e aquele problemão não será páreo para você. É uma vida de tamanha autonomia que você chega a dizer: “Ué, cadê, onde estão mais problemas?”.
Empolgante. Outra dúvida, é possível resolver problemas com alegria?
Sim. Para um discípulo do presidente Ikeda, essa é a regra. Resolver coisas da vida apenas para satisfazer o ego, é egoísmo. Mas não existem budas egoístas; portanto recitamos daimoku para vencer fazendo dessa vitória inspiração para todos à nossa volta. Essa é a prática religiosa do juramento seigan: você firma um sério compromisso de vencer inspirando outros também a vencer. Essa é a fonte da energia que transforma o destino por completo.
Parece ser muito legal tornar-se um exemplo real da capacidade humana de transformar o destino.
Sim. É uma forma otimista e altruísta de viver.
E se, vez ou outra, eu me desanimar?
Não há problema algum. Somos seres humanos. É mais do que natural termos momentos bons e ruins. Caiu, pacientemente apoie-se com as mãos nesse mesmo chão e recomece. Budismo é uma batalha constante contra a negatividade da vida que tenta nos amedrontar e desanimar. Aliás, toda manhã, ao acordarmos, devemos ter o sentimento de renascimento, de recomeço, de zerar tudo e iniciar cada tarefa e batalha com ânimo totalmente novo e inspirado no presidente Ikeda, no daimoku e no Gohonzon.
E quando acontecer fatos desagradáveis, inesperados?
São fatos da vida. Acontece com você, comigo, com todos. Simplesmente recomece a batalha. O que importa é continuamente recitar Nam-myoho-renge-kyo, cada vez com mais fé, ânimo, confiança, esperança, coragem. Se você é forte, os fatos da vida são uma missão, coisa boa, o trampolim para o sucesso, motivo de alegria. Se você se enfraquece, mesmo os ventos mais leves lhe assustam, fazem-no elaborar teorias cármicas fantásticas que, por fim, causarão infelicidade e, pior, não mudarão a raiz dos problemas.
Entendi. Teria mais uma fonte sobre isso?
Sim. Permita-me compartilhar uma orientação muito interessante do presidente Ikeda: “A vida real tem uma infinidade de problemas: financeiros, doença, desarmonia familiar. Nessas ocasiões, apesar de a situação aparentar ser de infelicidade, se recitarem Nam-myoho-renge-kyo durante todo o período em que acontece o problema, com certeza transformarão tudo o que é negativo em positivo. Vocês superarão cada dificuldade, transformando-a numa oportunidade para o crescimento. Nesse sentido, num nível fundamental, vocês já venceram”.
Quando nos deparamos com um problema, fazemos do daimoku nosso ponto de partida e continuamente vamos recitando com espírito combativo. Ao fazermos isso na verdade já somos vitoriosos desde o começo.
Exatamente.
Poderia citar um exemplo?
Sim, centenas deles. Mas só para citar um, apresento a história de uma mulher, contada pelo próprio presidente Ikeda: “Uma pioneira da Divisão Feminina devotadamente cuidou da mãe e sogra idosas. Enquanto enfrentava uma série de dificuldades — incluindo a intimidação dos sacerdotes autoritários da Nichiren Shoshu, sua própria doença, a morte de seu amado filho —, ela continuou a participar das atividades da Soka Gakkai com seu marido, empenhada em avançar ao menos um único passo, ao menos um milímetro, todos os dias. Após ter vencido, ela diz com um sorriso: ‘lágrimas de gratidão enchem meus olhos ao saber que todas as dificuldades que passei foram para mostrar aos outros o poder da Lei Mística. Essas dificuldades me fazem querer compartilhar o Budismo de Nichiren Daishonin [fazer shakubuku] com todos e ajudar pessoa por pessoa a se tornar feliz”.
Surpreendente. Tudo na vida dela virou “missão” e não havia espaço para lamentação.
Acertou em cheio. Não havia mais “carma”, mas sim desafios encarados com energia, gratidão e senso de missão.
Adorei. Estou leve e animado; depois de ouvir tudo isso, sinto esperança e vejo um futuro extraordinário.
Que ótimo! Praticamos o budismo da verdadeira causa, ou seja, do presente para o futuro. Mas esse conceito é assunto para outro bate-papo [risos].




A espiral da boa sorte e da felicidade


Os fortes ventos do destino muitas vezes surpreendem e assustam. Com pouca energia vital, entra-se numa espiral negativa que vai envolvendo tudo ao redor.
Seriamente concentrado em pôr fim a essa negatividade, o buda Nichiren Daishonin revelou o Nam-myoho-renge-kyo, a poderosa Lei que transforma imediatamente o carma em missão impulsionando a vida numa espiral de felicidade que revitaliza a pessoa, a família e até a sociedade. O presidente Ikeda ensina: “O Nam-myoho-renge-kyo é a Lei suprema da vida e da morte; é o único ensinamento que abre o caminho para as pessoas comuns transformarem o ciclo de nascimento e morte dominado pela ilusão em outro cheio de iluminação”.

Vença as dificuldades manifestando a condição de vida de total liberdade e autonomia

A seguir, trechos de orientações do presidente da SGI, Dr. Daisaku Ikeda.
A primeira delas nos ensina sobre a visão parcial de causa e efeito geral em contraste com a visão ampla e profunda ensinada no Budismo de Nichiren Daishonin. Em outro tópico, a importância de continuamente se aprimorar e praticar o budismo. Por último, como viver olhando sempre para a frente inspirado num elevado estado de vida.

1. As duas visões de causa e efeito

“A causalidade geral [causa e efeito geral] [...] é uma lei rigorosa da qual ninguém pode escapar.
Essa causalidade [geral] ressalta que cada indivíduo é responsável por sua própria vida. Nesse sentido, brinda uma sensação de independência e liberdade muito maior do que a simples noção de um indivíduo impotente, à mercê de um destino arbitrário, ou sujeito à vontade divina de um ser absoluto e transcendental. Porém, faz com que as pessoas se sintam oprimidas por terem de suportar o peso do carma acumulado ao longo de incontáveis existências.
É nesse aspecto que se destaca a [outra visão chamada] causalidade da Lei Mística. O princípio de que os seres vivos possuem os Dez Mundos esclarece como nos libertar do nosso carma negativo acumulado, transformando-o no nível fundamental. Cada um de nós, seja qual for o estado espiritual em que nos encontremos neste momento, possuímos inquestionavelmente nas profundezas de nosso ser o poderoso estado de buda, transbordante de sabedoria suprema. Quando revelamos essa natureza de buda inata, superamos todos os obstáculos. Assim funciona a ‘lei do lótus’, a lei da simultaneidade de causa e efeito.
Quando nos conscientizamos dessa realidade, vencemos quaisquer dificuldades ou adversidades e transformamos nosso destino positivamente. Dessa forma, conquistamos a liberdade suprema e inabalável, uma autonomia sem limites. Portanto, quando adquirimos convicção no poder infinito que possuímos inerente, sentimos surgir uma esperança indestrutível em nosso coração. Por isso, quando as dificuldades, mesmo as mais extremas, surgem diante de nós, somos capazes de vê-las como grandes oportunidades para comprovarmos o poder da Lei Mística que existe em nós, e como um grande desafio ao qual nos lançamos sem vacilar. Quando consideramos tudo com essa atitude positiva e superamos cada obstáculo com tenacidade, nosso estado de vida se eleva e se desenvolve de uma forma impressionante, até se converter numa condição de liberdade indestrutível. Myoho-renge-kyo é, de fato, o ensinamento supremo que faz o ser humano manifestar a verdadeira esperança e conquistar a liberdade interior”.

2. Continuamente se esforçar e praticar o budismo

“Desenvolvendo a grande árvore da nossa felicidade, plantemos as sementes da esperança no solo do coração de nossos amigos. Assim é a nossa existência: não só nós próprios, como também aqueles ao nosso redor, transbordam de imensa alegria. [...] Ao mantermos firmemente esta fé por dez, vinte e trinta anos, nossa vida é envolta pela brisa refrescante da eternidade, felicidade, verdadeiro eu e pureza. Construímos firmemente no local em que vivemos o paraíso da felicidade eterna e indestrutível, e nossa família também prospera”.

3. Budismo ensina a viver do presente para o futuro; basta avançar sempre

“É como afirma Daishonin: ‘Manifeste profunda fé polindo seu espelho dia e noite’ (CEND, v. I, p. 4). Vamos polir a vida por meio da recitação do daimoku para si e para os outros! Vamos polir nosso caráter tomando a iniciativa para o diálogo. O budismo é ‘do presente para o futuro’. Não é necessário olhar para trás. Basta avançar sempre. Porque vocês são ‘tesouros de infinito potencial’”

Myoho - A Lei Prodigiosa



soka gakkai





Até onde um ser humano pode chegar?


O budismo é fascinante porque responde esta questão ao explicar a totalidade da vida e os mecanismos da transformação do destino. Conheça a Lei Mística [myoho],
a lei prodigiosa, revitalizadora e harmonizadora presente em tudo e fonte de boa sorte para uma vida plena
“É possível abrir quantos caminhos necessitar.
Jamais haverá beco sem saída. A fé na Lei Mística evidencia ilimitada sabedoria” Daisaku Ikeda




A maior descoberta de todos os tempos
Ao manifestar a Lei Mística em sua vida, os limites são rompidos e o impossível se torna possível


O que o Buda descobriu de tão interessante? Ele revelou a Lei Mística [myoho, em jap.: myo, místico; ho, lei]. Essa descoberta é fascinante porque mostrou ao mundo o quadro completo da vida: toda a dinâmica, os mecanismos, as leis, as relações, as equações e os princípios da vida.
Essa Lei sempre existiu, o Buda a revelou. Fica fácil de entender quando analisamos a lei da gravidade, por exemplo. Conhecendo-a ou não, a lei da gravidade está sempre atuando. Isaac Newton a percebeu e a equacionou e suas descobertas permitiram à humanidade criar facilidades.
Decifrar a Lei Mística é descrever a dimensão do eu e da natureza em todos os seus aspectos; explicita, por exemplo, o real poder do indivíduo, mostra que em cada pessoa existe um universo inteiro, revela suas conexões com o mundo, a unicidade dos aspectos espirituais e físicos, a fórmula da transformação do destino, a profundeza e amplitude da mente etc. A Lei Mística é a vida na sua totalidade.
O presidente Ikeda afirma que “imediatamente após alcançar a iluminação, Shakyamuni, fundador do budismo há 2.500 anos, fez um juramento de ‘viver tendo sempre a Lei como meu mestre’. E declarou: ‘Despertei para essa Lei. Irei venerá-la, adorá-la e fundamentar minha vida nessa Lei’. E foi exatamente dessa maneira que conduziu toda a sua existência”. O budismo é, então, o esforço concentrado e benevolente do Buda para compartilhar da forma mais simples possível as maravilhas dessa Lei.
A Lei Mística é, portanto, o núcleo do budismo, pois incorporá-la no caráter rompe os limites cármicos e faz a pessoa chegar aonde nunca imaginou. Os esforços dos membros da SGI estão voltados para compreender, devotar-se, fundamentar-se e propagar essa prodigiosa Lei. Abaixo, algumas citações do presidente Ikeda sobre a dimensão dessa Lei:

Nomeando e praticando essa prodigiosa Lei

A façanha do buda Nichiren Daishonin foi identificar no Sutra do Lótus a Lei Mística e revelar o nome dessa lei: Nam-myoho-renge-kyo. Tornou-a praticável para todas as pessoas ensinando a respeito da fé que faz brotar essa Lei. Além disso, propôs a recitação e a propagação do Nam-myoho-renge-kyo como núcleos de uma vida plena sincronizada com esta Lei.
A genialidade dele não parou aí: sua ampla compaixão e sabedoria o fizeram condensar a “ilimitada e prodigiosa” Lei Mística na forma de Gohonzon, o diagrama da própria Lei que contém o ilimitado estado de vida do Buda.
Setecentos anos depois de Daishonin, a Soka Gakkai e seus três mestres retornaram ao ponto primordial ensinado por ele e realizaram seu maior sonho: a ampla propagação mundial dessa maravilhosa Lei. Todas as atividades e ações do presidente Ikeda e da SGI estão em sincronia com a Lei Mística e são a expressão viva dela.

A condição de vida que transforma a realidade

A Lei Mística não existe fora da realidade diária. Quando se está com dor de cabeça, por exemplo, e se toma um remédio, a dor passa, mas ela pode voltar. Ao mesmo tempo em que ela não existe mais, está presente de forma latente. O budismo explica que corpo e mente são inseparáveis, não têm distinção; formam uma única entidade. Nesse sentido, quando nos referimos a “corpo humano”, estamos falando de uma entidade inteira, constituída de corpo e mente. E a mente humana é a própria Lei Mística, rica, vasta.
Não faz sentido desperdiçar esforços tentando encontrar a Lei fora de si. A verdade é que a própria vida é a Lei Mística.
Em contrapartida, as relações humanas, os impasses da vida, enfim, o cotidiano, correspondem a vários fenômenos em constante mutação.
“De qualquer maneira, a sociedade muda de momento a momento. A política, a economia, a moda — tudo no mundo passa por mudanças. A questão é se, em meio a tantas mudanças, o ser humano possui uma ‘essência’ imutável. Possuímos tal essência na Lei Mística”, afirma o presidente Ikeda.

“Místico” não significa sobrenatural

“Místico” não significa, em absoluto, capacidades sobrenaturais ou transcendentais no sentido em que esses termos são geralmente usados. A Lei é mística pela sua fantástica capacidade de fazer uma pessoa comum manifestar o estado de felicidade absoluta aqui e agora.
“O presidente Toda observou: ‘As pessoas falam de poderes místicos como uma capacidade de voar sobre as nuvens ou coisas absurdas desse tipo. Mas os poderes místicos aos quais nos referimos são muito superiores. O segredo e os poderes místicos do Nam-myoho-renge-kyo conduzem todas as pes­soas à felicidade. Nós nos preocupamos com os poderes místicos que possibilitam às pessoas comuns tornarem-se budas’” (Preleção dos Capítulos Hoben e Juryo, p. 158).
A Lei Mística é espetacular pela sua capacidade de, ao mesmo tempo em que existe no universo inteiro, existir por completo na forma de uma única pessoa.
O mais impressionante da prática do Nam-myoho-renge-kyo é tornar extraordinária a vida de cada pessoa. Até os problemas são encarados com esperança e alegria. Não há beco sem saída e o cotidiano torna-se repleto de novidades, altruísmo e valor.

Manifeste a Lei Mística no caráter

Devemos nos basear nessa Lei absoluta e imutável incorporando-a em nosso caráter, tornando-nos pessoas de bom-senso e compaixão. Ao fazer isso, tanto nossa vida como a sociedade prosperam. É como ativar a fórmula que faz o universo conspirar a seu favor.
Aplicar a Lei Mística na vida diária significa ter força e boa sorte para viver a melhor das vidas, plena, realizada, feliz. Para atingir essa meta, o budismo propõe uma transformação radical: empoderar cada pessoa para que ela faça sua revolução humana, ou seja, ative por completo a Lei Mística em si mesma. O resultado será um vigor mental completamente novo, no qual o indivíduo encara cada tarefa com energia, esperança, coragem e sabedoria.
Portanto, o propósito do budismo é cada pessoa adotar a Lei Mística como mestre da própria mente. A maneira mais eficaz de conseguir esse intento é ter um mestre correto que incorpore a Lei Místca nas ações e no caráter. O presidente Ikeda é esse mestre do kosen-rufu. A unicidade de mestre e discípulo com ele faz manifestar força e sabedoria para uma vida valorosa, vitoriosa e ilimitada.





Viva com base na Lei Mística!


Em uma de suas orientações, o primeiro presidente da Soka Gakkai, Tsunesaburo Makiguchi, observou que a Lei Mística são a essência e a substância que abarcam todos os princípios que governam a vida. “Quando acionamos a grande vitalidade fundamental do universo, que existe em nossa vida de forma inata, podemos manifestar um estado de vida monumental, um poder tão gigantesco quanto o próprio universo.” Essa é a extraordinária capacidade que cada um possui de transformar o sofrimento em alegria, atestada pela trajetória dos três mestres Soka e as vitórias dos membros da SGI frequentemente relatadas pelo presidente Ikeda em suas orientações.

Lei Mística — Remédio altamente eficaz

Trechos do diálogo sobre o Sutra do Lótus, publicados na revista da Soka Gakkai, Daibyakurenge [1996], entre o presidente da SGI, Dr. Daisaku Ikeda, o coordenador do Departamento de Estudo da Soka Gakkai, Sr. Katsuji Saito, e os vice-coordenadores, Takanori Endo e Haruo Suda:
Presidente Ikeda: A Lei Mística é o grande remédio benéfico para superar os sofrimentos da vida e da morte. No capítulo “Revelação da Vida Eterna do Buda” consta: “Esse é um remédio altamente eficaz.”(LS, cap. 16, p. 228.) Os membros da SGI, que dia e noite se dedicam, de forma incansável com sua mente e seu corpo, à Lei e ao bem de seus companheiros, estão verdadeiramente avançando ao longo do caminho da vitória na vida por toda a eternidade.
Suda: Temos milhares de exemplos na SGI de pessoas que têm representado esse drama da vida e da morte. Um conhecido me contou sobre a avó de sua esposa. Seu nome era Chiyo Nakatani. Ela faleceu há quatro anos [em 1993], aos 76 anos, deixando oito filhos com as respectivas famílias, netos e bisnetos. No total, trinta e sete membros de sua família estavam lhe enviando daimoku no dia em que faleceu.
Durante e depois da guerra, a Sra. Nakatani perdeu dois maridos e vários filhos. Em 1956, enquanto lutava para criar os filhos que haviam sobrevivido, tornou-se membro da Soka Gakkai. Ela definitivamente desenvolveu uma forte convicção na fé em consequência de ter se curado de um câncer. Conheço o marido de uma de suas netas. Todos da família diziam que ela era “como uma montanha”. A Sra. Nakatani conduziu sua vida mantendo uma fé inabalável, sem recuar o mínimo mesmo ante às rajadas dos horríveis vendavais provocados por seu destino. Todas as vezes que seus filhos lamentavam a situação difícil pela qual passavam, ela dizia: “Se estivessem de estômago cheio, não seriam capazes de praticar a fé corretamente. Não é devido às várias dificuldades que estão enfrentando que podem extrair a força para se dedicarem sinceramente às atividades? Deveriam ser gratos por isso”. Ela fez com que os negócios da família prosperassem, criando até condições para comprar uma casa para cada um dos filhos na área de Shirogane, no bairro de Minato, em Tóquio. Ela se manteve decididamente ativa como responsável de comunidade durante seus últimos anos, expressando uma particular alegria nas atividades de propagação do budismo.
Endo: Também tive conhecimento do relato de Yuri Katsura, que vivia no bairro de Suguiname, em Tóquio. (...) Embora ela fosse forte o bastante para criar, sozinha, quatro filhas, parece que a Sra. Katsura havia nascido prematuramente, com apenas 7 meses e, mesmo na fase adulta, apresentou uma frágil compleição, pesando menos de 40 quilos. Nos seus últimos anos de vida, ela pesava somente 28 quilos. Apesar disso, manteve-se cheia de energia e alegre. A Sra. Katsura com frequência dizia: “Realmente eu não possuía condições para viver durante tanto tempo. O tempo de vida foi um benefício do Gohonzon”. Dez anos atrás, seu médico chegou a pensar que ela estivesse com câncer. Durante todo o período em que esteve hospitalizada, recitou forte daimoku, declarando: “Confio tudo ao Gohonzon. Se tenho uma missão a cumprir, irei me curar infalivelmente”. Após receber alta, ela continuou na ativa com um grupo de cidadãos da terceira idade e sentia grande satisfação em poder ajudar os outros. Não parecia nem um pouco abatida ou exausta por causa da vida ativa. (...)
Presidente Ikeda: Fiquei sabendo sobre a Sra. Nakatani e a Sra. Katsura. Elas são os pilares da Soka Gakkai. Verdadeiras praticantes do Sutra do Lótus. As mais louváveis. A vida delas é um exemplo para todos.
Há incontáveis pessoas como elas na SGI. O trecho da passagem do Gosho (...) “As pessoas podem viver muito tempo, mas raramente vão além dos cem anos” — é verdadeiro. O presidente Toda sempre fazia a seguinte observação: “Em cem anos, a contar deste momento, todas as pessoas aqui presentes já estarão mortas”. Este mundo é como um “sonho durante um breve cochilo”. Do ponto de vista da eternidade, quase não há diferença entre uma vida “longa” e uma vida “curta”. Portanto, o que conta não é a extensão da vida de uma pessoa, mas de que forma ela vive. O que realizamos, quanto conseguimos elevar nosso estado de vida, o número de pessoas que ajudamos a encontrar a felicidade — esses são os fatores que realmente contam. Aqueles que firmemente estabelecem o estado de buda em sua vida irão experimentá-lo eternamente. Esse é o significado de atingir o estado de buda nesta existência.

Gohonzon - É pura energia vital




SOKA GAKKAI



É pura energia vital


O Gohonzon é a fonte da jovialidade e da mais poderosa energia

Conheça o Gohonzon, o objeto de devoção do Budismo de Nichiren Daishonin. Ele é fonte inesgotável de benefícios, energia vital, alegria e prosperidade. O presidente Ikeda afirma que “Daishonin inscreveu o Gohonzon para extrairmos e manifestarmos o poder da Lei Mística inerente à nossa vida. Estabeleçam um avanço alegre e imponente, junto comigo, manifestando a energia vital de quem acabou de renascer!”




A jovial e vibrante energia de quem acabou de nascer
“Perdoem-me por utilizar analogia tão simples, mas o Gohonzon pode ser comparado a uma máquina de produzir felicidade” (Josei Toda)


O Gohonzon é exatamente o que afirma Josei Toda, segundo presidente da Soka Gakkai: uma “máquina de produzir felicidade”, a concentração de todos os benefícios. Neste caderno vamos entender passo a passo a origem e a importância do Gohonzon. Para facilitar, separamos as principais informações em sete pontos:

1. Aspecto material do Gohonzon

A palavra Gohonzon significa objeto de devoção. Em japonês, go é um prefixo de honra e honzon, objeto de fundamental respeito.
Materialmente, o Gohonzon tem a forma de um pergaminho e na folha central está impresso em destaque “Nam-myoho-renge-kyo Nichiren” ladeado por várias palavras com personagens, frases e conceitos que, no todo, simbolizam a essência da vida e a concentração de todos os benefícios.
Quem revelou o Gohonzon foi Nichiren Daishonin no século 13 e a SGI o utiliza num papel especial impresso cuidadosamente no Japão e preparado para ser pendurado e consagrado no oratório dos associados. Todos os Gohonzon dos membros da SGI são cópias de um original transcrito pelo sumo prelado Nitikan Shonin (1665-1726). Os 12 milhões de membros em 192 países e territórios praticam o budismo diante do objeto de mesmo conteúdo.

2. Gohonzon, a vida de Daishonin

Este e os próximos cinco tópicos esclarecem o mais importante aspecto do Gohonzon que transcende o material.
Um diploma universitário, por exemplo, é papel especial impresso com tinta e dizeres tais como o nome do estudante, a universidade, o curso etc. Mas para quem “ralou” quatro anos estudando, fazendo provas, pagando mensalidades, suportando e superando dificuldades, este certificado transcende o papel e a tinta. Ao olhar para o diploma, o estudante renova seu juramento profissional, rememora suas lutas e se enche de emoção e decisão. Assim também é com a certidão de casamento: para casais felizes esse documento não é apenas um papel carimbado pelo cartório, mas concentra conquistas, vitórias, superações, sonhos, filhos etc. O mesmo vale para uma nota de 100 reais: é apenas papel e tinta, porém, para quem está no “aperto”, receber várias delas desperta suspiros e alívio.
Sincronia total com a Lei
O que o Gohonzon representa, então? O que ele concentra? O buda Nichiren Daishonin teve a mais desafiadora das vidas e superou o impossível. A fonte da sua força, energia, otimismo e boa sorte foi a Lei Mística. Isso explica por que Daishonin transcreveu a própria Lei Mística como ponto central de concentração e devoção. O Gohonzon é, então, a vida de Nichiren Daishonin que estava em total sincronia com Lei Mística: “Eu, Nichiren, inscrevi minha vida com tinta preta [sumi, em jap.] então, acredite neste Gohonzon com todo o seu coração”. Papel com tinta preta é o aspecto parcial do Gohonzon; o aspecto real é que ele existe totalmente na sua fé. Ao “crer com todo o seu coração”, o praticante imediatamente ativa e torna vivo o Gohonzon interno que já existe e com isso, produz farta energia vital e alegria.

3. O Gohonzon diz respeito a você

O Gohonzon funciona para todos porque Daishonin revelou a Lei que não se refere apenas a ele, é algo que todos possuem.
O Gohonzon diz respeito a você, à real dimensão da sua vida que extrapola o ego e abarca a tudo no universo.
É o diploma que atesta o poder máximo da sua vida e o qualifica a vencer e a conduzir todos à vitória. É um objeto externo que revela o que há dentro da pessoa: “O Gohonzon existe dentro de nossa vida. A essência da fé no Budismo de Daishonin é crer que nossa própria vida e o Gohonzon consagrado no oratório são unos e uma única entidade” .
Todos os benefícios possíveis e impossíveis estão concentrados no Gohonzon. Então, como acessar por completo todo esse poder? Simples: por meio da fé.
Josei Toda esclarece: “Nós, da Soka Gakkai, temos fé; possuímos o Gohonzon. Tudo o que obtivemos é resultado do benefício da nossa fé no Gohonzon. (...) A fé está no coração de tudo. Permanecermos firmes em nossa prática budista é o que importa. Enquanto tivermos essa resoluta convicção, jamais seremos abalados por qualquer coisa que escrevam ou digam sobre nós”.
O Gohonzon é nosso diploma de ser humano, a prova de que estamos vivos e temos pleno poder de transformar o destino. Representa nosso mundo interior e exterior, concentra toda a força da vida e, ao depositar nele sincera fé, nasce ilimitada energia vital. Ter fé no Gohonzon é ter fé na vasta e revigorante vida que há em si mesmo e em todos.

4. A fonte do otimismo e do bem-estar

É automático, recitar Nam-myoho-renge-kyo com confiança e ânimo diante do Gohonzon é, por si só, fonte de pura energia vital, benefícios, prosperidade, boa sorte, saúde e compaixão.
O Gohonzon é uma espécie de espelho: ele mostra o que temos de melhor, nosso amplo estado de vida. Para se ver num espelho com nitidez, basta estar diante dele. Olhar para o Gohonzon é enxergar dentro de si. Ter fé no Gohonzon é ter fé no seu “eu maior”, na sua real capacidade de ser feliz e mudar por completo sua realidade. Mesmo que não entenda o que está escrito, seu “eu maior”, sua mente mais profunda e abrangente entende e reage.
Caso uma pessoa consiga analisar a essência da sua mente e da sua vida encontrará uma configuração exatamente igual ao Gohonzon.
Recitar o Nam-myoho-renge-kyo ao Gohonzon desejando ser feliz e fazer todo mundo feliz é ativar e lei da vitória absoluta da qual você já é diplomado desde sempre. O Gohonzon é um resgate da dignidade da vida e do caráter genuinamente humano.

5. A descrição completa da vida

Mas por que Daishonin concebeu o Gohonzon dessa forma, e como é possível funcionar com tamanha eficácia?
Isso é fruto da genialidade e compaixão do buda. Ele pensou em tudo e criteriosamente concentrou no Gohonzon a causa e o efeito simultâneos da felicidade.
O Nam-myoho-renge-kyo é a Lei que gera felicidade e ao mesmo é a própria felicidade. É a meta e ao mesmo tempo o resultado.
Sendo um pouquinho mais teórico: o Gohonzon não é invenção de Daishonin mas se refere a algo universal.
O fundador do budismo é Shakyamuni, e a essência do seu ensinamento está numa obra chamada Sutra do Lótus, de 28 capítulos. Daishonin manifestou a Lei Mística encontrando-a na mais dramática das cenas desse sutra: a Cerimônia no Ar, um retrato do estado interno deslumbrante de Shakyamuni e que na verdade é universal e atemporal.
O desenho e os elementos do Gohonzon são fiéis aos elementos dessa cerimônia: o Nam-myoho-renge-kyo ao centro como fonte revitalizadora e ao seu redor seres, nomes, frases e princípios que revelam todos os aspectos da vida: o Gohonzon descreve como a vida é na sua forma original e pura incluindo sua incrível capacidade de se transformar a cada momento.
“O Gohonzon é uma representação do ‘verdadeiro aspecto de todos os fenômenos’, dos princípios fundamentais da ‘possessão mútua dos dez mundos’ e dos ‘três mil mundos num único momento da vida’, os quais foram elucidados durante a Cerimônia no Ar do Sutra do Lótus”, afirma o presidente Ikeda.
Sem o Gohonzon seria preciso estudar um por um desses conceitos e criar práticas mirabolantes: seriam necessários anos a fio de dedicação. Daishonin inverteu o processo: ter fé no Gohonzon ativa imediatamente todos esses mecanismos e expulsa a negatividade e a infelicidade.

6. A pureza de uma criança buscando sua mãe

Resumindo, o Gohonzon é a prova de que cada pessoa é um universo de benefícios, leis, mecanismos de transformação do destino etc.
O Buda deseja que ativemos essa máquina interna de produzir felicidade.
A fé capaz de abrir esse baú de tesouros deve, então, ser complexa e exigir anos de treino. Certo? Errado! O buda facilitou nossa vida. A chave é despir-se de toda dúvida em relação a si mesmo e orar ao Gohonzon sem vaidade, sem medo e completamente confiante de que é o Gohonzon, é o Nam-myoho-renge-kyo, está tudo ali e também está tudo em você, não lhe falta nada!
Essa pureza de fé é o único requisito para acessar o mar de benefícios contido no Gohonzon. Essa fé também está nas atividades da SGI e na unicidade de mestre e discípulo com o presidente Ikeda.
Para facilitar ainda mais, Daishonin descreve que “fé significa depositar confiança no Sutra do Lótus, em Shakyamuni, em Muitos Tesouros, em todos os budas e bodisatvas das dez direções, bem como nos deuses celestiais e divindades benevolentes e recitar Nam-myoho-renge-kyo, assim co­mo uma mulher estima seu marido, como um homem dá sua vida pela esposa, como pais se recusam a abandonar seus filhos ou uma criança se recusa a deixar sua mãe” (WND, v. 1, p. 1036).
Sensacional: Com senso de responsabilidade de resolver cada assunto da sua vida, determine ativar seu Gohonzon interno confiando que as maravilhas descritas no Gohonzon dizem respeito às maravilhas da sua própria vida.

7. A bandeira da revolução humana

O Gohonzon existe para você se enxergar na essência, observar a própria mente e despertar aqui e agora para o poder máximo da vida.
O Gohonzon não é um simples papel assim como você não é uma pessoa qualquer. O Gohonzon é a prova de que na essência temos um palácio de dignidade e boa sorte acumulado e que podemos manifestar o estado de buda mesmo diante de situações terríveis e, com isso, mudar o destino com força máxima. Ao basear-se no Gohonzon, você tem a “energia vital de quem acabou de renascer” onde quer que esteja.
Outro aspecto genial do Gohonzon é ser a bandeira da propagação do budismo, a bandeira a ser gentilmente hasteada na residência das pessoas para que elas também façam a revolução humana.




Ilimitado poder do Gohonzon


No romance Nova Revolução Humana, o presidente Ikeda relata o episódio da Sra. Toshiko que se mostrara relutante em iniciar a prática do Budismo de Nichiren Daishonin
Em novembro de 1956, Toshiko Yamamura participou de uma reunião de palestra que contou com a presença de Shin’ichi [pseudônimo do presidente Ikeda]. Sempre fora doente, sofrendo por muitos anos de asma e com os efeitos colaterais dos vários remédios que tomava. A empresa de produção e venda de konhaku1 do marido ia mal, e ela batalhava para conseguir dar conta das despesas.
Na reunião de palestra, Shin’ichi a convidou a se sentar mais à frente na sala.
Yamamura não estava propensa a praticar nenhuma religião. Esperava ouvir algum tipo de alegação duvidosa e, ao se deslocar para o bloco da frente, estava determinada a se opor e apresentar contra-argumentos.
– Tem alguma preocupação ou problemas? – perguntou Shin’ichi.
Obviamente, para ela os dias eram repletos de todas as espécies de angústias. Irritada por aquela intromissão em sua vida, respondeu:
– Não, de forma alguma — afirmou.
Shin’ichi apenas sorriu para ela e começou a falar, de modo tranquilo, sobre a importância de se seguir uma filosofia correta e a expor os fundamentos do budismo.
Em seu íntimo, Yamamura o considerara convincente. Mas, ao mesmo tempo, estava determinada a não sucumbir ao poder de persuasão dele.
Há ocasiões em que, embora a pessoa saiba racionalmente que algo é verdade, o lado passional se torna tão exacerbado que é incapaz de aceitar os fatos e de agir de acordo com eles. O caminho para a felicidade genuína se inicia, porém, com o ato de controlar as emoções e dar, corajosamente, o primeiro passo para o progresso e autoaprimoramento.
Após finalizar sua exposição, Shin’ichi disse a Yamamura:
– Tem certeza de que não está doente? O procedimento mais importante para vencer a doença é recitar daimoku ao Gohonzon e fortalecer sua energia vital. Por que não experimenta praticar o budismo?
Toshiko Yamamura olhou para Shin’ichi e indagou em tom sarcástico:
– Desculpe-me pela pergunta, mas para mim o Gohonzon parece ser apenas um pedaço de papel. Por que meras palavras escritas numa folha de papel teriam tal poder?
Shin’ichi respondeu sinceramente:
– O papel pode ter um poder extraordinário, não concorda? Jogaria fora um cheque de 50 mil ou de 100 mil ienes por se tratar “apenas de papel”? Se recebesse um telegrama dizendo “Sua mãe se encontra em estado crítico”, o impacto não seria profundo, apesar de serem apenas palavras escritas no papel?
– Um mapa é apenas papel. Mas, se confiarmos nele e o utilizarmos, chegaremos ao destino pretendido. O Gohonzon é o objeto de devoção para ativarmos um grandioso estado de vida de modo que possamos nos tornar genuinamente felizes.
Yamamura desta vez não retrucou. A cordialidade de Shin’ichi a haviam, contudo, tocado profundamente; e, em decorrência disso, estava quase propensa a começar a praticar o budismo. Mas sentia que, se fizesse isso, estaria, de algum modo, admitindo a sua derrota.
Depois de um tempo, porém, ela se associou à Soka Gakkai e decidiu submeter o Gohonzon a um teste para provar que Shin’ichi e os demais membros da organização estavam errados; ela recitou daimoku intensamente por uma semana e, então, parou na semana seguinte. O resultado era incontestável. A partir do dia em que iniciara a recitação, seus ataques de asma cessaram completamente. Quando interrompeu a recitação, sofreu uma crise tão aguda que pensou que ia morrer.
“Agora compreendo o imenso poder do Gohonzon! Agora acredito! Quero vencer a minha doença!”, desculpou-se fervorosamente diante do Gohonzon.
Como aponta Nichiren Daishonin: “E ainda mais importante que a razão e a prova documental é a prova real” (CEND, v. I, p. 626). A prova irrefutável que vivenciara fez Yamamura despertar para o poder da fé.