segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Vencer no dia a dia

Vencer no dia a dia


Segunda parte da orientação Desafio e Mais Desafio!, publicada no jornal Mirai (Japão) na seção Diálogo para o Futuro, edição de abril de 2013.
O jornal Mirai é mensal e dedicado aos Estudantes Esperança e Herdeiro

soka gakkai

Jornal Mirai: Rosa Parks é a "mãe do movimento pelos direitos civis nos Estados Unidos" que lutou contra a discriminação racial. Em meados da década de 1950, os negros eram obrigados a ceder o lugar no ônibus para os passageiros brancos. Rosa Parks recusou‑se categoricamente a cumprir isso, e acabou sendo presa. Sua coragem deu origem ao “Boicote aos Ônibus de Montgomery”, que provocou uma grande mudança na história. Esse episódio é retratado nos livros didáticos do mundo inteiro.
A Sra. Parks disse emocionada ao presidente Ikeda sobre o seu encontro com ele: "Foi o acontecimento mais marcante e que mais influenciou minha vida".
Presidente Ikeda: Ela realmente foi uma grandiosa mulher, uma guerreira convicta da paz e também uma mãe que amou as crianças do mundo inteiro. Termos cantado em coro a canção We Shall Overcome (em tradução livre, Nós Venceremos), que era entoada durante o movimento pelos direitos civis nos Estados Unidos, por ocasião de nosso primeiro encontro, é uma recordação dourada da qual não me esqueço.
Por possuir uma saúde frágil, houve períodos de tristeza nos quais Rosa Parks não pôde ir para a escola. Mas ela não foi derrotada. Mesmo em casa, teve aulas com a mãe e a avó. Graças a isso aprendeu a gostar muito de estudar e de ler. Porém, quando estava no ensino médio, sua avó ficou doente, e ela parou de frequentar a escola para ajudar a cuidar dela. Depois, ao retornar à escola, sua mãe adoeceu. Mesmo desejando
muito estudar, Rosa Parks não pôde fazê-lo — assim foi a sua juventude.
Ela não deixou de se desafiar. Após casar‑se jovem, lançou-se à luta para se formar no ensino médio. Seus esforços se frutificaram e, por fim, conseguiu o diploma.
Manter a decisão até o fim, não importando o que aconteça; desafiar a tudo, resolutamente — essa foi a grandiosidade de Rosa Parks.
Jornal Mirai: O importante é desafiar a tudo sendo você mesmo, e não se comparar com os demais.
Presidente Ikeda: Sim, exatamente. Nichiren Daishonin afirma: “Há algo definitivamente extraordinário no fluxo e refluxo da maré, no nascer e pôr da Lua, e na maneira como o verão, o outono, o inverno e primavera sucedem um ao outro. Algo inusitado também ocorre quando uma pessoa comum atinge o estado de buda”.1
No momento em que o inverno se torna primavera [no Japão], sopra um vento forte chamado haru ichiban (“primeira primavera”). Se observarem apenas esse dia, talvez sintam: “Que vento forte, não gosto disto”. Mas esse vento é a mensagem de esperança que anuncia a chegada da primavera. Isso também vale para as pessoas. Pelo fato de surgirem inquietações, sofrimentos e preocupações é que podem se desenvolver.
É exatamente pela dificuldade que se consegue mudar de forma significativa.
Devem avançar passo a passo, e sempre para a frente, sem se deixarem ser intimidados pelo “vento das incertezas”. Não é preciso ficarem afobados. Nem há necessidade de se compararem aos outros. Apenas sigam imponentemente pelo caminho que só vocês podem trilhar, sendo vocês mesmos.
Jornal Mirai: Recebemos também uma questão: “Como iniciarei uma nova série, tenho vontade de desafiar algo novo. Mas não sei o que devo fazer”.
Presidente Ikeda: Louvo a sinceridade
desse estudante (risos). Creio que o fato de
querer se esforçar já é algo maravilhoso.
Embora se fale em “novo desafio”, “renovar
como pessoa”, não é necessário fazer algo
especial. De nada adiantará se ficarem ansiosos demais e acabarem perdendo o foco.
Para realizar um grande voo, é essencial que se tenha uma sólida base. O fundamental é o esforço contínuo e consistente. Também é importante ter coragem e tenacidade para prosseguir desafiando, a partir de cada coisa que conseguir fazer.
Neste momento [2013], a nova sede geral da Soka Gakkai está em plena construção. As obras se iniciaram há dois anos, em 2011, e um prédio magnífico será concluído no outono. Na verdade, foi dedicado um tempo bastante grande às obras das fundações que sustentarão esse edifício, ou seja, o seu alicerce.
O majestoso Monte Fuji imponente também por possuir um largo sopé. As belas cerejeiras florescem magnificamente porque as suas raízes estão fincadas profundamente no solo.
Assim também são as pessoas. Todas as pessoas admiráveis possuem uma sólida base como seres humanos. Por isso, quero que todos se tornem “príncipes que têm a base em primeiro lugar” e “princesas da vitória diária”.
Por exemplo, cumprimentar corretamente as pessoas, alimentar-se bem no café da manhã, não se esquecer das coisas, não se atrasar. Talvez pensem “Ah, é apenas isso?”. Mas as pessoas que conseguem vencer na vida são justamente aquelas capazes de realizar as coisas corretas repetidas vezes. Assim o seu caráter também resplandece.
Os grandes rebatedores do beisebol treinam
à exaustão por repetidas vezes o mesmo movimento com o taco.
Peço que desafiem a realização do gongyo e do daimoku. A oração é o nutriente do coração, é o “aprimoramento da vida”. É o mais solene dos momentos, no qual sintonizam a sua vida com o ritmo do universo.

Desafiar e Mudar!

Desafiar e Mudar!

R10, Edição 162, 06/06/2015, pág. 6/7 / Do Mestre para Você
Terceira e última parte da orientação Desafio e Mais Desafio!, publicada no jornal Mirai (Japão), edição de abril de 2013. O jornal Mirai é mensal e direcionado para os Estudantes Esperança e Herdeiro

Jornal Mirai: Também tivemos a seguinte dúvida: “Eu sinto que quero mudar,
mas não sei como...”
Presidente Ikeda: Antes de tudo, experimentem estabelecer um objetivo de forma clara e detalhada. Poderiam deixar esses itens pontuados em papel e em algum lugar fácil de ver.
“Vou me dedicar à leitura!” — mesmo que decida assim, com o tempo essa determinação enfraquece e vem a preguiça de abrir as páginas, e por fim se esquece até mesmo que possuía um livro. (risos)
No entanto, se decidir “Vou ler este livro sem falta neste mês!”, saberá quanto terá de ler por dia para completar a leitura. Assim poderá visualizar o que deve ser feito para alcançar o objetivo, como: “Se chegar dez minutos antes na escola e utilizar esse tempo para a leitura, conseguirei ler o livro todo”.
Se cumprir essa meta do dia, registrará a sua história da revolução humana de um dia. Isso lhe dará a sensação de que está realmente se desenvolvendo e se tornará um fato para aumentar a sua autoconfiança: “Eu também posso conseguir se tentar”, pode se transformar isso no incentivo para um novo desafio.
“É como os nós de um bambu: se um nó for rompido, todos os demais quebrarão” (CEND v. I, p. 536). É a partir do rompimento de um único nó que surge o ímpeto irreprimível que rompe todo o bambu, afirma o Gosho.
Determinem vocês mesmos os seus próprios objetivos. Basta que se esforcem dando o seu melhor. Não há necessidade de se compararem aos outros. Estabeleçam um objetivo que possam dizer: “Se eu conseguir fazer isso, esta será a minha vitória!”
Tsunesaburo Makiguchi, o primeiro presidente da Soka Gakkai e também um grandioso educador, disse: “Não há como uma flecha lançada de qualquer jeito atingir o alvo”. Tanto a oração como os desafios necessitam de objetividade e exatidão.
Jornal Mirai: Há pessoas que dizem:
“Vou entrar numa escola que não foi a minha primeira opção, e estou um pouco desmotivado”.
Presidente Ikeda: Talvez seja algo que você não desejou. Imagino que possa estar inconformado. Mas, numa perspectiva mais longa, esse sentimento se tornará causa para um grande desenvolvimento e vitória.
Mesmo tendo desafiado, não conseguiu o resultado almejado. O fato de ter desafiado permanecerá solenemente em sua vida. Quem conquista a vitória dourada na juventude são os que se lançaram para um novo desafio, sem desanimar.
Fundei os Colégios Soka e a Universidade Soka porque queria desenvolver pessoas de desafio. E todos aqueles que participaram do vestibular para ingressar nessas instituições com o coração de desafio são alunos do Colégio Soka e da Universidade Soka. São como meus filhos e filhas. Quero louvá-los com uma salva de palmas do fundo do meu coração. Também os observarei e zelarei por eles para sempre, enviando-lhes daimoku continuamente.
Por isso, quero que tenham uma vida escolar na qual possam dizer: “Foi bom ter entrado nesta escola!”. Se forem vocês, conseguirão sem falta. Poderão se sentir realizados no dia a dia e se formarem com todo o orgulho e com o mais sublime sorriso estampado no rosto.
"Primavera", em inglês, é spring. Essa palavra também significa "saltar", "mola", "manancial", "juventude", "emanar" etc.
Lançar-se, dar uma partida com toda a disposição, radiantes de alegria, com coragem e esperança – isso é "primavera".
Chegou a primavera! Vamos avançar!
Rumo à aventura na qual descobrirão um novo eu!
Oh, vocês! Tornem-se doutores e doutoras do desafio e do esforço com alegria e disposição!
Educação Soka
A educação Soka é uma teoria de ensino criada pelo fundador da Soka Gakkai, Tsunesaburo Makiguchi. Seu propósito é permitir que todas as crianças criem valor dentro de si mesmas e conquistem a felicidade. Assim, os professores não têm o único papel de ensinar matérias, mas também de desenvolver alunos humanistas e cidadãos globais. Essa é a base de ensino das Escolas e Universidades Soka.

6 de junho - Nascimento de Tsunesaburo Makiguchi

6 de junho - Nascimento de Tsunesaburo Makiguchi


budismo nitiren

soka gakkai

Em 6 de junho de 1871, numa pequena vila na região noroeste do Japão, nasceu o primeiro presidente da Soka Gakkai, Tsunesaburo Makiguchi. Durante a infância foi abandonado pelo pai, e sua mãe, por não ter condições de criá-lo, deixou-o com um tio, e de tempos em tempos o visitava. Um dia, ela tentou suicídio com ele nos braços. Ambos foram resgatados e nunca mais voltaram a se encontrar. Com aproximadamente 15 anos, Makiguchi mudou‑se para Otaru para viver com outro tio.
Educação
Makiguchi era extremamente pobre, por isso interrompeu seus estudos. Porém, em seu trabalho foi transferido para Sapporo, onde matriculou‑se em uma escola como aluno do terceiro ano e mais tarde se tornou professor. Ele baseava sua filosofia educacional naquilo que chamava de “teoria da criação de valor”, na qual se entendia que o propósito da vida era a felicidade. E dessa forma, com base no senso de humanidade, desenvolvia os estudantes.
Mestre e discípulo
Por volta de 1920, Makiguchi conheceu Josei Toda, também professor. Eles se tornaram mestre e discípulo inseparáveis.
Em 1928, eles abraçaram o Budismo de Nichiren Daishonin, juntos publicaram o livro Soka Kyoikugaku Taikei (Sistema Pedagógico de Criação de Valor) em 18 de novembro de 1930, data que também ficou conhecida como a fundação da organização Soka Kyoiku Gakkai (Sociedade Educacional de Criação de Valor), precursora da Soka Gakkai (Sociedade de Criação de Valor).
Durante a Segunda Guerra Mundial, eles foram presos por se recusarem a abraçar o xintoísmo, religião imposta pelo governo japonês. Makiguchi veio a falecer na prisão em 1944, com 73 anos, devido à desnutrição e aos maus-tratos.
Datas marcantes do mês de junho
6 - Fundação da Escola Soka do Brasil (2001)
10 - Fundação da Divisão Feminina da Soka Gakkai (1951)
22 - Inauguração do Palácio Memorial da Paz Eterna, em Itapevi, SP (1997)
25 - Inauguração da sede da administração do Instituto Soka - Centro de Pesquisas e Estudos Ambientais do Amazonas – Cepeam, em Manaus, AM (1994)

A mulher pobre e a lamparina

A mulher pobre e a lamparina


soka gakkai

Na Índia antiga existia um reino chamado Magadha, cujo soberano era Ajatashatru. Ele ofereceu ao Buda centenas de carroças carregadas de potes com óleo de linhança.
Ao saber disso, uma mulher pobre também desejou oferecer algo ao Buda. Ela decidiu cortar seus longos cabelos e vendê-los para trocar por óleo, o suficiente para manter uma lamparina acesa por metade da noite.
Um forte vendaval surpreendeu o reino naquela noite. Todas as lamparinas se apagaram, exceto a da mulher pobre. A luz, em vez de enfraquecer, tornou-se cada vez mais forte.
Então, Shakyamuni disse que no futuro a mulher certamente se tornaria buda. Ouvindo isso, o rei Ajatashatru ficou furioso, pois ele havia oferecido ao Buda uma quantia dez mil vezes maior de óleo do que a mulher pobre.
Conclusão
Esta parábola ensina que dentre todos os tipos de oferecimentos, aquele que é feito com sinceridade é o que possui o maior valor. Apesar do oferecimento simples da mulher, o Buda percebeu sua fé pura e sincera. Mas o rei, muito arrogante, quis apenas impressionar o Buda.

Intercâmbio educacional Soka

Intercâmbio educacional Soka


soka gakkai

Entre os dias 25 e 29, dez alunos da Escola Soka do Brasil viajaram até a Universidade Soka da América (SUA, sigla em inglês) localizada no estado da Califórnia, Estados Unidos, e participaram pela primeira vez do Programa “Experience SUA” (Vivencie a SUA) junto com os alunos das escolas Soka de Tóquio e Kansai, Japão, e alunos da SUA. O objetivo foi proporcionar a oportunidade de o grupo conhecer a SUA e ter a experiência de saber como é estudar nesse local.
Como parte do programa “Experience SUA”, os dez alunos brasileiros tiveram um diálogo com o reitor da SUA, Dr. Daniel Habuki, que compartilhou a história e a visão do fundador Dr. Daisaku Ikeda em criar uma instituição Soka nas Américas. O reitor ouviu atentamente os alunos, que compartilharam seus sonhos, objetivos e expectativas para o futuro.
“A visita à Universidade Soka da América foi a realização de um sonho. Durante esse período em que estive na universidade pude aprimorar meus conhecimentos do idioma inglês, conhecer a cultura americana e acompanhar o dia a dia da SUA, o que foi extremamente enriquecedor. A convivência com as delegações das Escolas Soka do Japão foi importante e irei levar essa experiência para toda a vida!”
Caroline Okuyama
14 anos, São Paulo, SP
“Tive a oportunidade de ver como o ensino Soka é difundido em uma cultura bem diferente da nossa. Da mesma forma que aqui, a SUA visa o desenvolvimento do aluno como um grande valor para a sociedade. E para mim, o intercâmbio mostrou como todos podemos desbravar as fronteiras e sermos cidadãos do mundo.”
William Kenji Namiki
14 anos, São Paulo, SP

Bons e maus amigos

Bons e maus amigos


Existem vários tipos de amigos e a prática budista nos dá condições de discernir as boas e más influências
Alexandre: Os termos zentishiki (“bom amigo”) e akutishiki (“mau amigo”) indicam dois tipos de pessoas que exercem influência positiva ou negativa em nossa prática budista, significam respectivamente “conhecimento benéfico” e “conhecimento maléfico”.
Thiago: Em outras palavras, o bom amigo conduz o outro à prática correta do budismo e à felicidade absoluta. Ao contrário, a pessoa que conduz a outra para um caminho negativo, desviando-a da prática, representa um mau amigo.
Ser um bom amigo
Caelen: A nossa oração deve ser direcionada para que sejamos uma pessoa forte e de confiança — um bom amigo. Assim teremos bons amigos. O presidente Ikeda explica que “quando se fortalece a si próprio, pode se edificar uma amizade dourada que não se abala diante de nada”.1 À medida que nos empenhamos na prática, vamos nos tornando um bom amigo para os demais: ouvindo, dialogando, compartilhando as palavras do presidente Ikeda, incentivando a fazer orações, falando de nossas experiências.
Alexandre: O presidente Ikeda diz: “No Gosho, Nichiren Daishonin fala sobre ‘uma amizade na sala da orquídea’.2 Essa frase significa que assim como as orquídeas em uma sala emprestam sua delicada fragrância a todos os que entram, devemos nos empenhar para ser o tipo de amigo que tem sobre os outros um efeito positivo e enaltecedor. Tudo o que têm a fazer é ser como a orquídea. No Oriente, a orquídea é o símbolo de uma pessoa de nobre caráter. Portanto, por favor, desenvolvam seu caráter para que exalem uma bela fragrância tal como a orquídea”.3
Minha experiência
Thiago: O valor da amizade tem uma importância tão grande que a história da sua vida pode ser completamente diferente. Quantos de nós pudemos transformar o desânimo em coragem, o desespero em esperança, tudo por ter um bom amigo. Tenho muitos amigos, mas em especial meus familiares. Eles me falam a verdade mesmo quando eu não a entendo no momento.
Alexandre: Quando entrei no Taiyo Ongakutai tinha 10 anos, não gostava muito de participar dos ensaios e não entendia a importância das atividades da BSGI e de um grupo horizontal na minha vida. Mas, por ter grandes amigos dentro do grupo, não desanimei de participar, e hoje compreendendo toda a importância da atuação em prol do kosen-rufu e da grandiosidade do Mestre.
Caelen: Vivenciei muitos momentos marcantes que me mostraram quanto tenho boa sorte por estar rodeada de pessoas sensacionais.
Recentemente eu estava me preparando para uma prova e achei que não fosse conseguir fazer por ser muito difícil. Então, uma amiga da BSGI soube disso e passou a me ligar e mandar mensagem para me incentivar; além disso, fizemos daimoku juntas.
Sempre alerta!
Thiago: Saber do conceito de bons amigos e maus amigos é importante para ficarmos alertas quanto às influências positivas ou negativas em nossa prática da fé. Jamais podemos nos desviar do caminho da felicidade absoluta.
Calen: Não se preocupe em tentar agradar a todos. Seja você mesmo! Também não se preocupe em ter muitos amigos, desde que os que tenha sejam os melhores e aqueles em que você realmente pode confiar.
Alexandre: A amizade é um dos tesouros mais valiosos da vida. Portanto cultive verdadeiros laços de amizade, sem jamais esquecer das palavras do Mestre: “Concentrem-se em se tornar excelentes pessoas. Quanto melhores vocês se tornarem, melhores serão os amigos que encontrarão um dia”.4

Uma onda de coragem e esperança

Uma onda de coragem e esperança


Temos uma grande oportunidade de reconfirmar o juramento de trilhar o caminho de mestre e discípulo, criando uma onda de coragem e esperança no local onde atuamos por meio do shakubuku.
O objetivo da nossa prática é a felicidade de todas as pessoas, por isso não devemos ter receio de ensinar sobre a religião que praticamos.
O termo shakubuku significa, literalmente, “submeter à refutação”, ou seja, é o método em que o praticante expõe o budismo refutando o apego de outra pessoa a ensinamentos errôneos e, dessa maneira, conduzindo-a ao correto.
Podemos dizer que significa falar sobre o Budismo de Nichiren Daishonin para outras pessoas. Seja uma simples frase ou uma pequena explicação sobre esse ensinamento, isso já é fazer shakubuku.
O segredo para a vitória no shakubuku
Nas escrituras budistas, aprendemos que Nichiren Daishonin sofreu perseguições por propagar o budismo e sempre manteve o desejo de lutar pela felicidade de toda a humanidade. Como Sucessores Ikeda 2030, e com o mesmo espírito de Daishonin, temos a missão de transmitir felicidade e esperança às outras nos dias de hoje.
Isso significa que devemos manifestar coragem para desafiar as dificuldades e nos tornarmos uma pessoa exemplar e vitoriosa. Quando sentimos a alegria por praticarmos esse budismo, contagiamos todos ao redor. O segredo para a vitória no shakubuku é nos tornarmos felizes.
Oração e ação
Para contribuir para a felicidade de uma pessoa, ore visualizando o desenvolvimento dela. Além disso, incentive-a por meio de palavras e ações; apoiando-a; transmitindo alegria e coragem para que sinta a mesma alegria que sentimos.
Dialogue abertamente com os amigos e familiares a respeito dos ensinamentos do Budismo de Nichiren Daishonin. Isso pode encorajar e inspirar as pessoas a criar um mundo melhor.
Estudar, comprovar e dialogar
Com base na matéria e na frase abaixo, realize um diálogo na reunião dos Sucessores Ikeda 2030 sobre a importância de desafiar na concretização do shakubuku.
“Propagar não significa forçar alguém a alguma coisa, nem é algo em prol da organização. A propagação é um ato de venerar a natureza de buda na vida dos outros. Portanto, nossos esforços no shakubuku devem ser motivados pelo máximo respeito pela outra pessoa. O presidente Toda dizia: ‘A base para fazer o shakubuku é um sentimento de solidariedade com os sofrimentos dos outros. Benevolência é fundamental. Não se propaga o budismo com um espírito de confrontação, tentando refutar as ideias de alguém e ‘conquistar’ a pessoa para o seu lado”
Dr. Daisaku Ikeda